sábado, novembro 30, 2013

Lavagem de Capitais - Estudo Dirigido

(Lei 9.613/98, com as alterações da Lei 12.683/2012)

Itens a serem trabalhados:

1)     Conceito sobre o crime;
Lavagem de capitais é o meio pelo qual se reintegra ao sistema econômico-financeiro o dinheiro que teve origem a partir de meios ilícitos, ou seja, o dinheiro, apesar de ter sido adquirido ilicitamente, passa a ter aparência de lícito.
2)     Geração das leis sobre lavagem;
Um dos países pioneiros na criação de legislação contra a lavagem de capitais foi a Itália, que em 1978 “passou a punir condutas referentes à substituição de dinheiro, bem e outros valores, constituídos de crimes de recepção por outros bens” (SILVA, 2006, p. 34).
Dez anos depois ocorreu a convenção de Viena, Áustria, que visava adotar medidas para o combate ao narcotráfico e lavagem de dinheiro, isso ocorreu “após a constatação de que os traficantes utilizavam o dinheiro obtido ilicitamente pelos ganhos decorrentes da venda de substâncias entorpecentes, para incrementar a ‘indústria do tráfico’”(MENDRONI, 2006, p. 14). Assim, concluiu-se que somente através da punição desse tipo de conduta poderia se chegar a um resultado efetivo e eficiente no combate ao narcotráfico.
Em 1991, o Brasil ratificou a Convenção de Viena através do Decreto nº 154/1991. Até que finalmente, elevou para a categoria de crime, as condutas que envolvem a lavagem de dinheiro.
3)     Fases da lavagem de capitais;
São três as fases:
1.      Conversão ou ocultação – É a primeira fase, é o momento em que o agente tenta transformar o conjunto de capitais em quantias mais manejáveis e menos visíveis, ou seja, “consiste na colocação ou na aplicação dos ativos ilícitos [...] no sistema financeiro e econômico, mediante a troca de moeda em casas de câmbio, depósito bancários, investimento em operação de bolsas” (BARROS, 2006, p. 43-44) e afins.
2.      Cobertura, dissimulação ou fase de controle – O objetivo, nessa segunda fase, é distanciar, o máximo possível, o dinheiro de sua origem ilícita. É feito através de manipulação da bolsa, paraísos fiscais, superfaturação, etc.
3.      Fase da integração – A terceira, e última fase, é quando o agente reinsere os bens e os lucros, conseguidos ilicitamente, no sistema econômico legal sem levantar suspeitas. É feito através da compra de bens, propriedades, pagamento de dívidas, etc.
4)     Bem jurídico tutelado;
Conforme MENDRONI (2006, p. 30-31) os bem jurídicos tutelados são a administração da Justiça e a Ordem Sócio Econômica, já BARROS (2006, p. 98-99) afirma que não visa tutelar a administração da justiça, e que tutela “a bem da verdade, o poder econômico-financeiro”. SILVA (2006, p. 39) fala que o bem jurídico tutelado “é a própria ordem econômico-financeira do país”, sem ignorar o fato de afetar múltiplos interesses individuais, entendimento reafirmado por RAÚL (2006, 321 – 323).
5)     Acessoriedade do crime de lavagem;
Como o crime de lavagem de dinheiro necessariamente depende de um crime antecedente, ou seja, de uma infração penal que gerou os capitais, ele é considerado um crime acessório, secundário ou derivado, sem que, contudo, perca a sua autonomia.
6)     Sujeito Ativo;
Qualquer pessoa que participar de alguma ou todas as fases da lavagem de dinheiro. “Não existe a exigência de que coincidam, na mesma pessoa, a figura do delinqüente anterior e o conseqüente autor do crime de lavagem” (RAÚL, 2006, p. 324), caso a mesma pessoa cometa os dois crimes, tem-se um concurso material de crimes.
7)     Sujeito Passivo;
É a sociedade (MENDRONI, 2006, p. 33).
8)     Conduta típica;
São duas as condutas típicas:
1.      Ocultar – é o primeiro passo, ou seja, o agente pretende esconder, disfarçar ou impossibilitar a origem ilícita dos capitais.
2.      Dissimular – visa atingir o segundo passo, ou seja, o sujeito tenta garantir a ocultação, a intangibilidade da origem ilícita.
9)     Objeto material;
Está transcrito no caput do art. 1º, ou seja, são os “bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal”.
10)    Competência.
A competência, em regra, é da Justiça Estadual, sendo de competência da Justiça Federal, em caráter excepcional, as hipóteses previstas no art. 2º, III, da Lei 9.613/98.

Responda sucintamente as questões a seguir  - vinculadas aos itens acima trabalhados:

5.1) Se o autor do crime antecedente for absolvido, pode o co-autor ser condenado pelo crime de lavagem de capitais?
Não. Pois como o crime de lavagem de capitais é acessório, ou seja, ele depende de que os bens tenham origem ilícita.
6.1) O autor do crime antecedente responde pela lavagem de capitais?
Não necessariamente, somente se ele tiver colaborado ou participado de alguma das etapas do crime de lavagem.
6.2) Para ser responsabilizado, o autor do delito de lavagem de capitais precisa ter tido participação no crime antecedente?
Não, pois “o crime de lavagem de dinheiro possui autonomia típica” (RAÚL, 2006, p. 324).
8.1) O agente que tenha dado início à ocultação/dissimulação em momento anterior à entrada em vigor da lei responderá pelo delito?
Como a ocultação e a dissimulação tem natureza de crime permanente, seu efeito se protrai no tempo, então, caso ele continuar a ocultar/dissimular após a entrada em vigor da lei, ele responderá pelo crime de lavagem de dinheiro.
8.2) Trata-se de um crime de ação múltipla ou de conteúdo variado? Explique como se dá a aplicação do princípio da alternatividade.
É um crime de ação múltipla, ou misto alternativo. Assim, se o agente cometer mais de uma conduta típica, no mesmo contexto fático, responderá apenas por um crime.

Elaboração: Mayane e Raquel

Referências:

CERVINI, Raúl. Lei de lavagem de capitais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1998.
MENDRONI, Marcelo Batlouni. Crime de lavagem de dinheiro. São Paulo: Atlas, 2006.
SILVA, Cesar Antonio da. Lavagem de dinheiro: uma nova perpectiva penal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2001.
BARROS, Marco Antonio de. “Lavagem” de capitais e obrigações civis correlatas. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2004.

sexta-feira, novembro 29, 2013

Maioridade Penal

A maioridade penal sempre foi um tema polêmico que é reacendido sempre que ocorre um crime bárbaro como os ocorridos no ano de 2013. É o caso do jovem de 17 (dezessete) anos que matou o estudante Victor Hugo Dappmann depois de roubar o celular e se entregou dias depois, quando completou 18 (dezoito) anos.
Assim como o que ocorreu em São Bernardo do Campo/SP, quando a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza teve seu consultório invadido por três homens que roubaram e a queimaram. O responsável por queimá-la viva foi um menor de 17 (dezessete) anos, que, antes de cometer o ato, torturou a vítima. Jogou álcool sobre ela, acendeu o isqueiro e ficava aproximando e afastando da vítima1.

Argumentos contra maioridade penal

Ocorre que hodiernamente, no Brasil, é juridicamente impossível a redução da maioridade penal, pois consta no art. 228 da Constituição Federal que “são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial”.
Assim, como o referido artigo da Constituição atribui uma garantia fundamental, na condição de garantia individual do cidadão, ela é considerada cláusula pétrea nos termos do art. 60, § 4º, IV, da Constituição e não poderá ser objeto de emenda constitucional:

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
[...]
§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
[...]
IV - os direitos e garantias individuais. [grifado agora]

Outro fato que acaba ocasionando uma aversão a maioridade penal é o próprio sistema carcerário brasileiro2. Como é cediço, esse sistema não recupera nenhum criminoso, pelo contrário, agrava a situação. O fato de ser isolado da sociedade e enclausurado com outros presos só faz como que o indivíduo saia, muitas vezes, com mais conhecimento sobre o crime do que quando entrou, temos verdadeiras “escolas de criminalidade”3.
Outro argumento muito utilizado é que o adolescente ainda é uma pessoa em formação e seu caráter, ou mesmo a gravidade de seus atos não podem ser, por ele, totalmente mensuradas. Conforme Maria Izabel, em entrevista para Agência Brasil4, medidas repressivas não inibem a violência, o problema é a falta de políticas públicas voltadas para as crianças e adolescente:

Não é verdade que nossos adolescentes são os grandes responsáveis pelo aumento da violência no país. Pelo contrário, eles são vítimas da ausência de políticas públicas, do acesso à educação de qualidade, do acesso ao mercado de trabalho”, disse Maria Izabel. Ela informou que 95% dos internos são homens, 75% têm entre 16 e 18 anos e todos estavam cursando da 4ª à 6ª séries na escola.

Assim, o caso não seria a redução da maioridade penal e sim a implementação de políticas públicas para que os jovens se profissionalizem e consigam ingressar no mercado de trabalho, impedindo assim que seja aliciados ou iludidos pelo crime.

Argumentos a favor da maioridade penal

Em contrapartida aos argumentos até então apresentados, há de se convir que muitos crimes, como o que ocorreu com a dentista citada anteriormente, são crimes cruéis e que geram dúvidas sobre a “inocência”5 do menor.
Outro problema que gera a inimputabilidade penal é que muitos crimes não são cometidos pelos menores, mas são por eles assumidos.Isso ocorre exatamente para se obter uma “vantagem” perante o sistema jurídico-penal.
Um dos maiores dilemas sobre o tema seja é: ter plena convicção de que a criança ou o adolescente possui meios de saber que tais atos eram negativos para sociedade. Muitos consideram a criança e o adolescente são seres ainda em formação.
Entretanto, eles são capazes de distinguir o certo do errado, mesmo que não saibam o reflexo completo de seus atos. Um dos maiores exemplos desse fato é a permissibilidade do voto para maiores de 16 (dezesseis) anos. No sentido do que foi até o momento abordado, vale a pena transcrever uma passagem da entrevista que Sr. Viriato (pai da dentista assassinada) concedeu ao Jornal Estadão6:



Pode-se também citar o fato de que as punições não transpassam a maioridade e o “sistema penal hipocritamente aos 18 anos anula suas folhas penais, tomando-os por primários”7, conforme o Dr. Renato Rodovalho Scussel (Juiz Titular da Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal) esse é um dos maiores nós do sistema.

Conclusão

O maior problema, então, é social. O crime já começa com a marginalização, falta de oportunidade, de educação e a visão de impunidade. Muitas vezes a criança é criada em uma família desestruturada emocional e socialmente, o que acaba refletindo nas decisões futuras tomadas por esse jovem.
O jovem cresce, muitas vezes, em um meio desestruturado moralmente e acaba sendo corrompido ou aliciado por grupos organizados. Alterar a maioridade penal para 16 (dezesseis) anos nesses casos, só faria o aliciador buscar por crianças cada vez mais novas.
Uma boa sugestão para esse dilema gira em torno de modelos adotados em outros países em que dependendo da gravidade do crime o magistrado poderá optar por aplicar a pena devida a um adulto ou a prevista no ordenamento especial.
Importante salientar a ausência dos antecedentes criminais ou o interrompimento do comprimento da pena quando o jovem completa a idade, 18 anos para o primeiro caso e 21 para o segundo. Tais fatos não coadunam com o Direito, pois só agrava a visão de impunidade.
Também há o modelo adotado em alguns estados americanos, que é conhecido pelo nome de “Três Chances e Você Está Fora” (“Three Strikes and You Are Out”)8. Nesse caso o delinquente tem direito a dois crimes menores e no terceiro ele é condenado como um adulto. O delinquente perde a inimputabilidade, que deve ser declarada por um juiz, quando comete um crime muito grave ou três delitos pequenos.
Entretanto, volta-se ao problema da precariedade do sistema carcerário. Hoje, temos uma Lei de Execuções Penais que está longe de ser cumprida, pois o sistema carcerário está longe dos patamares mínimos aceitáveis. Colocar adolescentes em celas somente agravaria o problema social. Inclusive as casas de internação em que são submetidos os jovens infratores não corresponde com a realidade que pretendia o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Não há uma efetiva ressocialização, os jovens não saem arrependidos dos atos que cometerem, ao contrário, muitas vezes saem mais preparados para o crime do que entraram.
A solução não é uma só, e está longe de ser a redução da maioridade penal. A solução esbarra em uma reestruturação de todo o sistema, seja social, educacional ou penal. Há necessidade urgente de uma política pública que vise combater efetivamente os problemas sociais que assolam o país. Não adianta buscar soluções a curto prazo.
É necessário um investimento mais efetivo em educação e no rompimento com o conceito de marginalização e preconceito antes de se cogitar uma possível maioridade penal.


1http://noticias.r7.com/sao-paulo/menor-ficou-brincando-com-isqueiro-antes-de-queimar-dentista-diz-delegada-28042013
2http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/a-reducao-da-maioridade-penal-so-favorece-o-crime/
3Idem
4http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-04/maioridade-penal-e-penas-socioeducativas-continuam-sem-consenso-20-anos-apos-promulgacao-do-eca
5A palavra inocência foi empregada no sentido de “Isento de malícia”.
6http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/cinthya-magaly-moutinho-de-souza/
7http://www.tjdft.jus.br/cidadaos/infancia-e-juventude/textos-e-artigos/entrevista-sobre-reducao-de-maioridade-penal/at_download/file

8http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/05/05/uma-proposta-para-maioridade-penal-por-elio-gaspari-495550.asp?gclid=CKnMrLOxvLoCFc6j4AodHg4AAQ

terça-feira, novembro 19, 2013

Ser diferente, ser respeitado, ser reconhecido...




Frase de Boaventura transcrita no livro de Catherine Walsh - Interculturalidad, Estado e Sociedad
Foto retirada do site da ONU

domingo, novembro 17, 2013

Direito e Moral - Breve Síntese

Há uma grande diferenciação entre o direito e a moral, sendo o primeiro menos abrangente, atuando no foro exterior, estabelece uma correlação entre direito e obrigações, tendo como uma das suas principais características a aplicação de sanções além de ser criado pelo legislativo, aplicado pelo judiciário dentro de uma organização política. Quando infere em determinada época e local o direito é denominado como positivo, e sua visão ideal, racional e social é chamado de natural. O direito objetivo é o conjunto de regras impostas pelo Estado e de maneira geral. O poder que a ordem jurídica confere a alguém de agir e exigir determinado comportamento é o direito subjetivo. Já quando se fala em moral se correlaciona com uma conduta ética e muito mais abrangente que o direito, pois colidi sobre o foro íntimo das pessoas, sobre sua consciência, sua intenção. Mesmo com toda essa diferença como diria Washington de Barros Monteiro (2000, p. 4) a moral e o direito entrelaçam-se e interpenetram-se de mil maneiras. Já que muitas normas morais convertem-se em normas jurídicas, e as ações juridicamente condenáveis também o são pela moral e está deve ser sempre um norte na aplicação da norma jurídica.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Referências - Cópia de conteúdo do Blog

Bem...

Estava olhando as estatísticas do meu blog e percebi que tem um post que publiquei a alguns anos atrás sobre saudade (disponível AQUI) que é muito acessado. Fiquei intrigada que, apesar de tantos acessos ninguém nunca comentou nele. Então resolvi buscar ele no google, e advinha, encontrei ele escrito em outros quatro blogs!

Fiquei bastante feliz por terem apreciado o meu texto. Entretanto fiquei um pouco triste por NENHUM deles ter feito referência ao meu blog. Também aprecio o que outras pessoas escrevem, mas faço questão de colocar a origem de onde extraí o conteúdo. Seja por questão ética, moral, direitos autorais ou mesmo para dar mais embasamento para as minhas afirmações.

Assim, se alguém quiser republicar o conteúdo do blog, pode fazê-lo, mas coloque a devida referência, ok?!

Aqui estão os 4 blogs que citei:

http://moniquesmit.blogspot.com.br/2011/08/eiita-saudade-treem.html
http://www.flogao.com.br/crys_goulart/139929334
http://pt.netlog.com/helgaazevedo/blog
http://musicvida-musica.blogspot.com.br/2011_08_01_archive.html

quarta-feira, novembro 13, 2013

American Pie, música que nos faz pensar...

American Pie é uma canção Folk Rock grava em 1971 por Don McLean. Ela atingiu as paradas de sucesso dos EUA em 1972, ficando nessa posição durante 4 semanas. Ela possuí 8 minutos e meio e sua letra é considerada enigmática, além de fazer referência, intrínseca, a diversos ídolos do Rock.

Ele relata o "dia em que a música morreu", ou seja, o acidente aéreo ocorrido em 3 de fevereiro de 1959 que tirou as vidas de Buddy Holly, Ritchie Valens, The Big Bopper e do piloto Roger Peterson. Apesar de não fazer menção direta aos cantores, Don MacLean confirmou que ficou sabendo da morte de Buddy Holly enquanto trabalhava entregando jornais.

Quando perguntado sobre o que era a música, seu significado, Don McLean afirmou:

Você encontra muitas explicações sobre minhas letras, nenhuma delas feitas por mim... sinto deixar todos vocês assim no escuro, mas descobri há muito tempo que compositores devem se expressar e seguir em frente, mantendo um silêncio respeitoso.
Apesar de nunca responder as perguntas feitas diretamente, a letra fala por ela mesma:



American Pie by Don McLean on Grooveshark



American Pie


A long, long time ago...
I can still remember
How that music used to make me smile.
And I knew if I had my chance
That I could make those people dance
And, maybe, they'd be happy for a while.

But february made me shiver
With every paper I'd deliver.
Bad news on the doorstep;
I couldn't take one more step.

I can't remember if I cried
When I read about his widowed bride,
But something touched me deep inside
The day the music died.

So bye-bye, miss American pie.
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
And them good old boys were drinkin' whiskey and rye
Singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."

Did you write the book of love,
And do you have faith in God above,
If the Bible tells you so?
Do you believe in rock 'n roll,
Can music save your mortal soul,
And can you teach me how to dance real slow?

Well, I know that you're in love with him
`cause I saw you dancin' in the gym.
You both kicked off your shoes.
Man, I dig those rhythm and blues.

I was a lonely teenage broncin' buck
With a pink carnation and a pickup truck,
But I knew I was out of luck
The day the music died.

I started singin',
"bye-bye, miss American pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
And singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."

Now for ten years we've been on our own
And moss grows fat on a rollin' stone,
But that's not how it used to be.
When the jester sang for the king and queen,
In a coat he borrowed from james dean
And a voice that came from you and me,

Oh, and while the king was looking down,
The jester stole his thorny crown.
The courtroom was adjourned;
No verdict was returned.
And while Lenin read a book on Marx,
The quartet practiced in the park,
And we sang dirges in the dark
The day the music died.

We were singing,
"bye-bye, miss American pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
And singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."

Helter skelter in a summer swelter.
The birds flew off with a fallout shelter,
Eight miles high and falling fast.
It landed foul on the grass.
The players tried for a forward pass,
With the jester on the sidelines in a cast.

Now the half-time air was sweet perfume
While the sergeants played a marching tune.
We all got up to dance,
Oh, but we never got the chance!
`cause the players tried to take the field;
The marching band refused to yield.
Do you recall what was revealed
The day the music died?

We started singing,
"bye-bye, miss American pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
And singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."

Oh, and there we were all in one place,
A generation lost in space
With no time left to start again.
So come on: jack be nimble, jack be quick!
Jack flash sat on a candlestick
Cause fire is the devil's only friend.

Oh, and as I watched him on the stage
My hands were clenched in fists of rage.
No angel born in hell
Could break that satan's spell.
And as the flames climbed high into the night
To light the sacrificial rite,
I saw satan laughing with delight
The day the music died

He was singing,
"bye-bye, miss American pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
And singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."

I met a girl who sang the blues
And I asked her for some happy news,
But she just smiled and turned away.
I went down to the sacred store
Where I'd heard the music years before,
But the man there said the music wouldn't play.

And in the streets: the children screamed,
The lovers cried, and the poets dreamed.
But not a word was spoken;
The church bells all were broken.
And the three men I admire most:
The father, son, and the holy ghost,
They caught the last train for the coast
The day the music died.

And they were singing,
"bye-bye, miss American pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
And them good old boys were drinkin' whiskey and rye
Singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."

They were singing,
"bye-bye, miss American pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
Singin', "this'll be the day that I die."

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/American_Pie_%28can%C3%A7%C3%A3o%29
http://www.straightdope.com/columns/read/908/what-is-don-mcleans-song-american-pie-all-about
http://www.don-mclean.com/?p=68
 

domingo, novembro 10, 2013

Swing a little more

Estou ouvindo a semana inteira esse Folk Rock.
O ritmo é contagiante!
Sempre imagino um monte de pessoas com seus canecos de chopp em um pub cantando em coro... dá vontade de levantar e sair cantando...

Devils Dance Floor by Flogging Molly on Grooveshark

Devil's Dance Floor
Flogging Molly

Her breath began to speak
As she stood right in front of me
The colour of her eyes
Were the colour of insanity
Crushed beneath her wave
Like a ship, I could not reach her shore
We're all just dancers on the Devil's Dance Floor

Well swing a little more, little more o'er the merry-o
Swing a little more, a little more next to me
Swing a little more, little more o'er the merry-o
Swing a little more, on the Devil's Dance Floor
[...]


sábado, novembro 09, 2013

ISSO É BRASIL


MUITO BOM!



Isso É Brasil
Mc Garden

Como é que vocês querem ser feliz esse ano
Deixando a responsa com o Feliciano
Humanos direitos vai ter o direito
De ter um monstro nos direitos humanos
Daqui a pouco vão tacar mais lenha
Querer acabar com a lei Maria da Penha
Se pá ele vai pedir o seu cartão
Mas vê se não vai esquecer de dar a senha

(Voz Feliciano pedindo senha do cartão)

Eu mantenho minha fé em nós
Do que no seu Deus que está nas igrejas
Que só ama quem põe na bandeja
E manda pro inferno quem toma uma breja
Tá rolando dinheiro a vera
E tu quer saber onde que tão os seus
Na assembleia dos deputados
Ou se tá na assembleia de Deus
Ou se tá lá na Universal
Se pá teve lá na Mundial
Ou tá la na igreja da graça
A Igreja que é internacional
Apóstolo estuprando seu bolso
E o cristão estuprando o gatilho
O pastor estuprando a fiel
E o padre estuprando seu filho

Mas se for olhar profundamente
Os problemas com crente é peixe pequeno
O Brasil é o país da festa
E o que nos resta é tá no veneno
Brasileiro quer ser mais malandro
Explorando os bolivianos
Enquanto isso o nosso Nióbio
Sai daqui por debaixo dos panos
Observe de perto, meu mano
Olha lá nossos governadores
Não investem na educação
Pra não ter uma geração de pensadores
Pensadores tentaram avisar
Mas você fingiu que não viu
Aqui a bunda vale mais que a mente
Infelizmente esse é o Brasil

O problema tá lá no nordeste
Tá aqui em São Paulo e também tá no Rio
Isso é Brasil
Isso é Brasil
A bandeira são somente cores
Os nossos valores você não sentiu
Isso, Isso é Brasil
Isso, Isso é Brasil
Autoridades não usam ideias
Só usam onomatopeia do Shiu
Isso é Brasil
Isso é Brasil
Mc Garden tá aqui te falando
Tu tá escutando, será que ouviu?
Isso é Brasil
Isso é Brasil

Sistema de saúde precário
Só de lembrar até passou mal
Me incomodo menos com a doença
Do que com a demora do hospital
Brasileiro achando legal
Ser tratado como animal
Mas como é que vamos reclamar
Se às vezes nós agimos como tal?
Violência policial
É melhor nem tocar nesse assunto
Daqui a pouco vão excluir esse vídeo
E se eu falar muito vão me excluir junto
Agora olha nossos os buzão
Que as 7 da manhã não cabe mais ninguém
E logo mais aumenta a condução
E vocês vão achar que está tudo bem
Tão querendo acabar com os índios
Que é a origem do nosso país
O dinheiro tá mandando em tudo
E deixando mudo quem quer ser feliz
A pressa tá matando ciclista
E nas avenida mais um arregaço
O que dá a sorte de ter vivido
O piloto maldito joga fora o braço
Na rede social só piada
Também alienando a massa
Ou garota posando pelada
Quer tá na playboy, mas fez isso de graça
Mcs esqueceram da paz
Jovens como antes não se fazem mais
O casal chega na adolescência
E na mó indecência eles já vão ser pais
Onde é que estão os pais?
Será que estão presos na cela?
Ou será que tão presos na sala
Em frente uma TV assistindo a novela?
Pensadores tentaram avisar
Mas você fingiu que não viu
Aqui a bunda vale mais que a mente
Infelizmente esse é o nosso Brasil

O Problema tá lá no nordeste
Tá aqui em São Paulo e também tá no Rio
Isso é Brasil
Isso é Brasil
A bandeira são somente cores
Os nossos valores você não sentiu
Isso é Brasil
Isso é Brasil
Autoridades não usam ideias
Só usam onomatopeia do Shiu
Isso é Brasil

segunda-feira, novembro 04, 2013

Celulares

Com muita tristeza me despedi do meu Nokia mês passado.
Ele era muito bom, mas já estava bastante desgastado e não possuía tecnologia 3G.
Ele estava comigo a mais de 3 anos e a bateria ainda aguentava 5 dias (quando eu comprei aguentava de 7 a 8 dias)!
Agora comprei um celular mais moderno e a bateria aguenta (se eu não usar) no máximo 2 dias...
Caso eu use Wifi e/ou 3G a bateria acaba em pouco tempo...
Não tiro o mérito dos celulares modernos e toda a sua tecnologia, mas porque não podem fazer uma bateria melhor??

Éramos felizes...