domingo, julho 31, 2011

As vezes...2

Interessante... O título desse posto remete a um anteriormente escrito neste blog. E eu acho que as pessoas muitas vezes não notam os detalhes. Primeiramente o título do post: As vezes...
Não quis dizer que isso ocorre 100% do tempo ou das vezes. Criei amizades aqui que adoro muito, e tenho grande admiração. TODOS do ALLES, e não abro exceção...

Sei que estou errada em vários aspectos. Um deles, é o que venho me corrigindo: o fato de ser bastante cominicativa. É, estou aprendendo a calar a boca... Tenho que entender que estou em uma cultura diferente, que as pessoas são mais reservadas. E eu não sou...hehehe...Tenho que respeitar esse ponto de vista, e até a idéia de que quem muito fala, não tem nada a dizer. As pessoas não querem saber quem você é... no máximo se te acharem interessante, elas vão perguntar, aí será sua oportunidade de falar. Enquanto isso fico com os meus livros, meus estudos e minha vida.
Tive 3 comentários naquele post... todos os três me fieram pensar. Agradeço inclusive as críticas feitas. É bom saber que muitas não concordam com o meu ponto de vista e adoraria discutir pessoalmente com essas pessoas, mas é uma pena que o comentário foi anônimo... (pelo menos dou minha cara a tapa... mas não entrarei nesse mérito.).

Sabe, quando alguém me fala alguma coisa, qualquer coisa que seja, acredite, por mais que muitas vezes pareça que eu estou em outro planeta, eu vou guardar as palavras que escuto, assim como eu espero que façam quando profiro palavras. Eu sempre levei em consideração que quando se fala algo, não é a toa, e toda experiência é válida, e eu gosto de reparti-la com as pessoas. Também acredito que como as palavras, depois de proferidas não voltam, as pessoas devem pensar, sobre o que vão dizer então, mesmo que a crítica seja dura, ruim, ela COM CERTEZA tem algo que lhe servirá para repensar o seu jeito de ser.

As pessoas olham para mim, eu sempre tento ser a mais louca possivel e tomam as conclusões que querem tomar, sem ao menos ter uma conversa plausível, discutir sobre assuntos diversos. Não as culpo, meus amigos sempre me falaram que eu vivo entre a cruz e a espada, aquela velha máximo do "ou me ama ou me odeia". E sem meio termo, as pessoas me vêem e já tem uma opnião formada. Não transformá-las em um mártire por isso, só esperava que elas tentassem não criar um pré conceito sobre mim, o que é difícil, pois somos taxados pelos rótulos que a sociedade nos impõem.

Em todo o caso, agradeço imensamente pela dica, e acredito, ela vai ficar guardada e se quiser enumerar todas as atitudes que acha inconveniente, prometo colocá-las em uma balança.

Agora coloque algumas em uma balança:

Ser sincero com as pessoas é bom, alivia tensões, esclarece as coisas e falar na cara é melhor ainda, pois isso dá a chance das pessoas de conversarem, esclarecer desavenças e muitas vezes criarem laços de amizade e confiança.

Prefiro a verdade, por mais horrível que ela possa parecer, do que a mentira, mesmo que agradável aos olhos, ouvidos e coração, pois essa última nã durará muito e a decepção que se instaurará depois, será muito mais cruel.

Ninguém é dono da verdade, as pessoas são donos de opniões e pontos de vistas dispersos. Cada pessoa tem a sua idade em experiência, eu tenho 22 anos, se eu puder passar uns 5 anos dessa experiência para alguém e essa pesso puder passar a mesma quantia ara mim, acrescentarei 5 anos a minha vida em experiência adquirida.

Nunca crie um julgamento antecipado das pessoas sem ter divido com elas no mínimo um dia de dialogos. Se não você estará sempre equiocada ao seu respeito.

Acho que por enquanto é só...
Fica a dica!

terça-feira, julho 26, 2011

Espírito das Leis

Estou lend novamente "O Espírito das Leis" de Montesquieu.
Agora estou marcand as partes interessantes e fazendo minhas anotações, para quem sabe em um futuro próximo eu possa utlizá-las para o bem da humanidade.

Logo no Prefácio do Livro me deparei com uma frase interessante:

"Examinei, a principio, os homens, e julguei que, nesta infinita diversidade de leis e de costumes, eles não eram guiados unicamente por suas fantasias"

O que nos guia no dia a dia?
Um governo?
Nossas idéias?
Nossos sonhos?
Nossos anseios? 
Um amor?
As perguntas?
A política?
A religião?
A arte?
A ciência?
O conhecimento?

O que é a realidade, ou o que é fantasia em nossos dias? Até aonde esse mundo virtual nos leva? Até quanto ficamos bitolados e os afastamos cada vez mais um dos outros? Quando pararemos de fazer perguntas sem resposta para tentar mudar a realidade? Quanto tempo demoraremos para acreditar que nosso sonhos podem ser verdades e conquistarmos eles?

Quanto mais ficaremos calados, sendo levados pela "onda", calados? Quanto tempo se passará até cair a máscara do sono infantil que tudo mudará em um passe de mágica? Quanto ainda aceitaremos a hipocresia social, onde um homem vale o que tem, e não pelo seu caráter? A justiça permanecerá eternamente cega para aqueles que roubam, do povo, da nação e consequentemente de si próprios?

Acreditar-se-á que existe céu e inferno, ou o paraíso sucumbirá e o purgatório erguerá mostrando que ambos estão na terra e que só existe AQUI e o tempo é AGORA!



sábado, julho 23, 2011

ATITUDE DE HONRA!! (VERÍCICO)

Milagre em Brasília...

Estreiou como o exemplo de político que eu mereço. E você, merece?

O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.

Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado "cotão". Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

"A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores", afirmou Reguffe em discurso no plenário.

Quantos Tiriricas, Popós, Romarios, e os outros muitos "parasitas" poderiam seguir este exemplo????

 Repasse  a quem você puder, pois a dignidade deste Sr. José Antonio Reguffe é respeitável, louvável e exemplar, senão diria, atitude raríssima no nosso meio político!

Mais informações na ISTO É:

http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/104706_UM+HOMEM+FICHA+LIMPA

quinta-feira, julho 21, 2011

Cade o gato????

Pior que tem…. Rsrsrsrsrsrs
Clique na Imagem para ampliar... amanhã dou a resposta.....


 


segunda-feira, julho 18, 2011

Profundo...

Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida.
Falávamos de viver ou morrer. Então, eu lhe disse:

 -Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo somente de uma máquina e líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, por favor!

 Ela se levantou, desligou a televisão, o computador , o ventilador e jogou minha cerveja fora.
(Autor Desconhecido)

Esse eu recebi por e-mail da Ozélia...abraços

quarta-feira, julho 13, 2011

O Troco da Dor

Esse é um ofício encaminhado por um professor.

Foi a resposta dele a um ofício encaminhado por acadêmicos.
Não vou entrar no mérito, apenas vi como o desabafo de um mestre.
Muitos acadêmicos não fazem o curso que realmente gostam, fazem o que seus pais querem para eles, ou pior, o que apenas possa servir para lhe trazer bons proventos futuros. Mas não levam realmente a sério o seu próprio futuro. Não valorizam o conhecimento, apenas querem saber quanto lhes renderá o labor ao final de cada mês. Esses critérios estão invertidos. Os valores estão invertidos. O Professor está em uma sala de aula, não apenas para "vomitar" a matéria sobre dos alunos, como muitos querem, ele está ali para trazer respostas. Mas, respostas as quais perguntas se muitos nem se interessam pelo que está sendo lecionado...

Vi que muitos se sentiram ofendidos então vou retirar a referência aos nomes, substituindo os dois nomes contidos no texto por "A" e "B".

BLUMENAU 07 DE JULHO DE 2011.

Ref. Ofício 029/2011

SENHOR DIRETOR DO CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS,

Sei que respondo, eventualmente, em prazo superior aos cinco dias firmados (creia-me, caro diretor, isso para mim é irrelevante!). Para lhe ser sincero, "A", eu sequer iria responder a esse ofício, pois seria discutir Aristóteles com crianças de três anos que, ausentes na sua condição pueril, olham espantadas para os lados, apalpando-se nas fraldas sem perceber que o cheiro provém de suas mentes entupidas de arrogância.

Entretanto, quero crer que você, *"A", é uma das pessoas que merecem respeito e resposta, pois sempre obrou com seriedade nas suas funções (ao menos, é essa a impressão que carrego comigo!). E, portanto, respondo em sua homenagem, como um Schopenhauer outsider que, advertindo contra o perigo da boçalidade nas academias, se vê no ocaso de renovar sua postura, tal qual Jonas no ventre do grande cetáceo.

Em primeiro lugar (agora faço referência ao tal ofício 29/2011), quais seriam os alunos que se queixaram, sentindo-se imensamente prejudicados? Seriam os reprovados? Aqueles que, nada obstante toda sorte de possibilidades disponibilizadas, ignoraram arrogantemente a mão estendida, preferindo reclamar e se esconder, entre muxoxos e chorinhos, em um clubinho?

Seriam esses mesmos que, faltosos empedernidos, reclamam agora a frequência que não cumpriram, posando de vítimas quando são seus próprios algozes e responsáveis pelo abismo que mergulharam?

Vou usar um exemplo – não é o único, mas é peculiar -, o signatário do tal ofício chegou atrasado na última prova, quando já não era possível admitir retardatários eis que outros alunos já haviam deixado o local de prova por tê-las terminado. A pergunta foi: o senhor ainda me aceita (no sentido de permitir que eu franqueasse o acesso à sala e à prova)? Pois bem, permiti, possibilitando a esse menino, "B", que fizesse a prova sem o qual estaria reprovado!

Estará então o "B" compondo esse grupo de infantes e angelicais bebês tão prejudicados por este professor, o qual comete o imperdoável crime de lembrar a eles que para aprender tem que estudar?!!!

O plano foi totalmente cumprido, "A"... mas, "pera lá"!!! Este modesto escriba é professor há 21 anos.. vou repetir, professor, e não babá! Não tenho tempo nem paciência com meliantes do saber – os que fingem saber fingindo aprender!

Universal no seu valor, individual no seu conteúdo, o sentido do ensino é encontrado mediante uma tenaz investigação na qual o aluno, com a ajuda (e não substituição!) do professor, busca uma resposta à seguinte pergunta: Que é que eu devo fazer e que não pode ser feito por ninguém, absolutamente ninguém exceto eu mesmo?

O mínimo que se espera de um aluno mediano é que leia... que tenha um quase nada de empenho... e que traga suas dúvidas para serem debatidas e devidamente esclarecidas. Sabe, "A", quantas vezes isso ocorreu? Muito poucas e mesmo quando aconteceu, partiu das honrosas exceções – perceba! A UNIVERSIDADE não está extinta, está perdida! -, alunos (uns 4 ou 5 em salas de 40) que realmente estão no caminho certo (deixo de nomeá-los pois não quero fazer proselitismo) e cujas carreiras ainda haverão de ter a luminosidade inconfundível do mérito.

Mas, como você sabe, chocados com a realidade que os afronta, esses outros ineptos decidem o anonimato, perseverando nessa "casa de bonecas" intitulada DIRETORIO ACADEMICO, onde meninos e meninas projetam-se equivocadamente como adultos que jamais serão! Perdendo o senso de ridículo já não percebem que perderam-se a si mesmos. Uma urbe de cegos, que em um pomposo cotejo de cegos, guiam outros cegos para o abismo.

É a velha discussão que trouxe à lume alhures no texto "Processo Invertido". Essa "grita" incessante de direitos, direitos, direitos e nada de deveres! Essa medéia vingativa que torna obtusa a mente destes pequenos perversos, os quais, como dervixes bêbados, já não oram, apenas giram por girar!

Para finalizar, deixo algumas perguntas à prestos que faço em homenagem ao meu professor maior, Olavo de Carvalho!

Perguntemos se a exaltação histérica do senso dos próprios direitos contra a "sociedade má" – in casu, este professor que se importa com esses fedelhos – não leva cada homem a ignorar solenemente os direitos dos outros. É esse tipo de gente, "A", que vamos permitir ser forjado no ventre DESTA UNIVERSIDADE???

Perguntemos se cada indivíduo, adestrado para considerar-se vítima, não desenvolve no fundo do seu coração aquela autocomplacência rancorosa que acabará de fazer dele um carrasco.

Maquiavel já ensinava: para o fraco, é melhor parasitar o forte que combatê-lo. Então esses meninos, malfeitos que estão, preferem escalar rapidamente a tribuna dos acusadores par não cair no banco dos réus.

Vá "A", ensine a esses moços – como eu fiz! A conhecerem-se a si próprios (a consciência não é a mão que leva a arma à cabeça, mas certamente é a que aperta o gatilho!). Faça-os perceber o vórtex em que se inocularam: quanto mais hipnotizado estiver um homem, menos poderá ver na hipnose mesma a origem dos desatinos que ela o induz a cometer, e mais se inclinará a descarregar suas culpas inconscientes sobre o primeiro bode expiatório que o hipnotizador sugira. A autopersuação delirante se fecha sobre si mesma, num círculo perfeito.

E não falo somente desse aglomerado perverso (essa fraternidade de caserna acadêmica) que, gritando incessantemente de direitos, vicia os alunos de tal forma que já não têm eles condição de discernir entre o certo e o errado, mas também de alguns profissionais da área do ensino do direito, cuja moral e credibilidade estão atreladas à máxima: la garantia soy jo!

O ensino torna-se assim um emprego, um papel social, e a seleção dos candidatos nada exige em matéria de condições morais, espirituais ou psicológicas: desde que passe no concurso, um esquizofrênico, um farsante, um demagogo, um assassino ou um mentiroso compulsivo pode agora adornar-se do título que um dia significou "professor de educação" – ao entrar na universidade, esse professor é um joão-ninguém; ao sair, é um joão-ninguém com diploma e sem alma.

Pense bem, todo povo, se não está doente de vaidade, quer mestres que o eduquem, não puxa-sacos que o cortejem! Se os bons professores não forem ativados e valorizados ontologicamente, ou seja, pelo seu valor em si, a inteligência desses garotos, já quase inominável nesses termos, sem a capacidade de captar o nexo simbólico que dá por assim dizer carne e sangue às abstrações, restarão dispersados num formalismo oco, numa combinatória alucinante de silogismos vazios, num verbalismo pedante que traduz apenas a impotência de conhecer.

Se não me é permitido combater esse vício, opto por permanecer à margem desse mundo condenado, escolhendo a solidão e ficando, assim, com a melhor parte.

Essa é minha manifestação. Espraie esse dizer nãos aos poucos queixosos, mas a todos os pais desses mesmos e também a todos os pais dos alunos da UNIVERSIDADE. Quando os argumentos fermentarem naqueles que prezam os valores fundamentais observarás, certamente, o grito primevo desses mesmos pais: vão estudar, moleques!

Portanto, "A", esta é minha obra. Se ela servir para mostrar a uns o caminho da independência e a outros a porta da rua, terá cumprido sua missão!

Atenciosamente, Stephan Klaus Radloff.



segunda-feira, julho 11, 2011

Orientador

O Mestrado
 
Num lindo dia ensolarado o coelho sai de sua toca com seu laptop e põe-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passa por ali uma raposa e vê o coelhinho suculento tão distraído com seu trabalho. No entanto ela fica intrigada com o coelh...o trabalhando tão arduamente.
 
Então a raposa aproxima-se do coelho e pergunta:
 
- Coelhinho, o que você está fazendo tão concentrado?
 
- Estou redigindo a minha tese de doutorado - diz o coelho sem tirar os olhos do laptop.
 
- Mmm. . . E qual é o tema da sua tese?
 
- Ah! É uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores de raposas.
 
A raposa fica indignada:
 
- Oras! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
 
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca e eu te mostro a minha prova experimental.
 
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouve-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio. Em seguida o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos da sua tese como se nada tivesse ocorrido.
 
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído agradece mentalmente à cadeia-alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando tão concentrado. O lobo então resolve saber do que se trata aquilo tudo antes de devorar o coelhinho:
 
- Olá jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?
 
- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há muito e prove que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
 
O lobo não se contem e farfalha em risos da petulância do coelhinho.
 
- Ah ah ah ah! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós os lobos é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos, aliás. . .
 
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso te apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
 
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, agonizantes, ruídos de mastigação e. . . Silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, intacto, e volta ao árduo trabalho de redação da sua tese de doutorado, como se nada tivesse acontecido. . .
 
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas ilhas de ossos vê-se um enorme Leão, satisfeito, bem alimentado, sonolento, a palitar os dentes.
 
Moral Da Estória:
 
Não importa quão absurdo é o seu tema de tese.
 
Não importa se você não tem o mínimo fundamento cientifico.
 
Não importa se os seus experimentos nunca provam a sua teoria.
 
Não importa nem mesmo se as suas idéias vão contra o mais óbvio do bom senso. . .
 
O que importa é Quem É O Seu Orientador!
 

sexta-feira, julho 01, 2011