domingo, março 27, 2011

Direito Processual Civil

1. DA PETIÇÃO INICIAL


Petição inicial é o ato por meio do qual se solicita a tutela jurisdicional. Por meio de petição inicial está sendo exercido o direito de ação.



1.1. Característica

• “Quebra” a inércia da jurisdição.

• Delimita a extensão da tutela jurisdicional (arts. 128 e 460, CPC).

1.2. Efeitos

As regras de competência são aquelas que prevalecem no momento da distribuição da petição inicial (perpetuação da jurisdição).

A ação considera-se proposta no momento que a petição inicial é apresentada.

Em relação ao réu, a ação só produzirá efeitos no momento da citação.

1.3. Requisitos

• Indicação da autoridade judicial (endereçamento).

• Nome e qualificação das partes: (a qualificação do réu não é obrigatória, devido ao fato de que, em certas ocasiões, o autor poderá não saber a identificação correta do réu. ex: 942 do CPC

• Fatos e fundamentos jurídicos do pedido (causa de pedir)

• Pedido: objeto imediato (provimento jurisdicional) e objeto mediato (bem da vida).

• Valor da causa: toda causa deve ter valor certo, ainda que não tenha conteúdo econômico imediato (art. 258 do CPC).  O valor da causa tem três aspectos:

– fiscal (o valor da causa determina o recolhimento das custas);

– interferência na fixação de competência (dependendo do valor da causa, o processo poderá correr na Justiça Comum ou nos Juizados Especiais);

– fixa o rito (ordinário ou sumário – art. 275, I, do CPC). O pedido afeta o valor da causa, visto que este é diretamente influenciado pelo objeto.

• Protesto por provas: no procedimento ordinário não é tão importante. No entanto, no procedimento sumário, deve-se apresentar rol de testemunhas, quesitos (se houver perícia) e indicar assistente técnico.
2. PEDIDO (ART. 286 DO CPC)


O pedido deve ser certo e determinado, ou seja, o autor deve expor, expressamente, qual a solução que ele acha acertada e o Juiz a acolherá ou não.

Existem, no entanto, algumas exceções em que a lei admite:

• Pedido Implícito -considera-se como se estivesse na petição (sucumbência, mora, juros, etc)

• Genérico - Não é possível se definir quais bens constituem esta universalidade (ex.: herança, massa falida etc.); nos casos de atos ilícitos, quando não for possível estabelecer a conseqüência definitiva destes atos (ex.: acidente de carro sem que a vítima tenha se curado completamente); quando o valor final da condenação dependa de um ato final do réu (ex.: na ação de prestação de contas).

Pode acontecer de existir mais de um pedido dentro de um único processo. À essa hipótese, dá-se o nome de cumulação, que pode ocorrer de duas formas: subjetiva e objetiva.

2.1 Cumulação Subjetiva (Litisconsórcio)

São diversos pedidos feitos por sujeitos diferentes dentro de um mesmo processo.
2.2. Cumulação Objetiva

Quando o autor cumula vários pedidos contra o réu. Esta cumulação poderá ser:

• Própria ou em sentido estrito: modalidade de cumulação onde o autor formula vários pedidos e espera que todos eles sejam acolhidos. Pode ser:

– simples: quando cada pedido for autônomo em relação ao outro, ou seja, a apreciação de cada pedido não interfere no julgamento do outro;

– sucessiva: haverá necessidade de uma coerência lógica das decisões do Juiz, existindo uma interligação entre os pedidos, ou seja, o acolhimento de um segundo pedido terá, necessariamente, influência no primeiro pedido (ex.: investigação de paternidade cumulada com pedido de alimentos. Se o Juiz não reconhecer a filiação, não terá sentido acolher o pedido de alimentos).

• Imprópria ou em sentido lato: modalidade de cumulação onde o autor formula vários pedidos, mas não espera que todos eles sejam acolhidos. São os casos de:

– pedidos alternativos: quando o autor se encontra diante de uma obrigação alternativa, ou seja, o devedor se exonerará pelo cumprimento de uma das opções existentes;

– cumulação eventual: quando o autor faz um segundo pedido visando a prevenção para eventual improcedência do primeiro pedido.

Os requisitos para que possa haver cumulação objetiva estão previstos no art. 292, § 1.º, do CPC e são:

• compatibilidade: deve haver compatibilidade entre os pedidos para que haja coerência na sentença;

• igualdade de competência: todos os pedidos devem ser da competência do mesmo juízo;

• adequação de procedimento: o procedimento deve ser o mesmo para todos os pedidos.

2.3. Deferimento ou Indeferimento da Petição Inicial

Para que o Juiz dê o provimento jurisdicional, há necessidade do preenchimento dos requisitos “condição da ação” e “pressupostos processuais”. Se o Juiz puder verificar a inexistência destes requisitos nos primeiros momentos do processo, ou mandará que se corrija o erro ou extinguira o processo sem julgamento do mérito.

Se o Juiz verificar que a petição inicial está em ordem, as condições da ação estão presentes e os pressupostos processuais estão preenchidos, determinará a citação do réu (art. 285 do CPC). Com essa determinação, pode-se afirmar que o Juiz está deferindo a petição inicial.

A petição inicial poderá apresentar dois tipos distintos de vícios:

• insanáveis: se os vícios não forem passíveis de correção, a petição inicial será indeferida por meio de sentença, extinguindo o processo sem julgamento do mérito. Contra essa sentença cabe recurso de apelação (art. 296 do CPC).
• sanáveis: quando o vício for sanável, o Juiz é obrigado a dar a oportunidade para que o autor corrija o erro.

sábado, março 26, 2011

Hora do Planeta

Vamos fazer a nossa parte!


26 de março de 2011, de 20h30 as 21h30, apague as luzes para ver um mundo melhor. Cadastre-se no hotsite Hora do Planeta 2011: www.horadoplaneta.org.br

Hora do planeta

O que é?

A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.
Quando?

Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Hora do Planeta 2011.

Onde?

No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior.

Direito do Trabalho

Olá Povo!!!

Aqui vai o resumão jurídico de Direito do Trabalho:

Direito Do Trabalho - Resumão Jurídico 05 - Oab.pdf

Meus estudos:

Direito do Trabalho II.doc

Divirtam-se!!!

Psicologia 1959-2010

 PSICOLOGIA 1959 -2010
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Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.
 
1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e volta tranquilo à classe.
2010: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra  lhe receita  Rivotril. Se transforma num Zumbí. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz.
 
________________________________
Cenário 2: Luis quebra o farol de um carro no seu bairro.
 
1959:  Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro... A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
 
2010: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu  filho.   Sem o guia de uma  figura paterna, Luis se volta para a droga, delinque e fica preso num presídio especial para adolescentes.
 
________________________________
Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria,  o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...
 
1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.
 
2010: A professora Maria é acusada de abuso sexual, condenada a três anos de reclusão. José passa cinco anos de terapia em terapia. Seus pais processam o colégio por negligência e a professora por danos psicológicos, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida... 
 
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Cenário 4: Disciplina escolar
 
1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava umas boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade.
 
2010: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo . Nosso velho vai até o colégio se queixar do docente e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho. 
 
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Cenário 5: Horário de Verão.
 
1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Não acontece nada. 
 
2010: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite,  nas mulheres aparece celulite.
 
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Cenário 6: Fim das férias.
 
1959: Depois de passar férias com toda a família enfiada num Gordini, após 15 dias de sol na praia, hora de voltar. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
 
2010: Depois de voltar de Cancún, numa viajem 'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, pânico, attack e seborreia... 
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Fica a pergunta .... 
 
QUANDO FOI QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE "BANDO DE BOSTAS"?
 
 
 

quinta-feira, março 24, 2011

Ditados da Era Digital

Estamos em plena Era Digital, foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade.

Veja Alguns:

1. A pressa é inimiga da conexão.

2. Amigos, amigos, senhas à parte.

3. Antes só, do que em chats aborrecidos.

4. A arquivo dado não se olha o formato.

5. Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.

6. Para bom provedor uma senha basta.

7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.

8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

9. Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.

10. Hacker que ladra, não morde.

11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.

12. HD sujo se limpa em casa.

13. Melhor prevenir do que reformatar.

14. O barato sai caro. E lento.

15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.

16. Quando um não quer, dois não teclam.

17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.

18. Quem clica seus males multiplica.

19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.

20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.

21. Quem não tem banda larga, caça com modem.

22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.

23. Quem semeia e-mails, colhe spams.

24. Quem tem dedo vai a Roma.com

25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.

26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.

27. Diga-me que computador tens e direi quem és.

28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...

29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha.

30. Aluno de informática não cola, faz backup.

31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).

32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... e depois se cola.

33. O Natal das pessoas viciadas em computador é diferente. No dia 25 de Dezembro, o Papai Noel desce pelo cabo de rede, sai pela porta serial e diz: Feliz Natal, ROM, ROM, ROM!

terça-feira, março 22, 2011

Material de Direito Penal

Pessoas... segue abaixo o material de direito penal, provavelmente não terá como ser lido no computador por um simples motivo, o scanner que foi utilizado (não tinha outro disponível) não havia como colocar o livro aberto para scanear as duas páginas de uma vez, cortaria uma parte, então tive que scanear uma de cada vez, mas por causa do sistema de abertura do scaner ele só me possibilitava fazer isso de maneira inversa, ou seja, uma página ficou de pé e a outra de ponta cabeça. Isso não fará a menor diferença quando for impresso. Pois é só virar a página e estará tudo resolvido. E dependendo do programa que você utiliza para ler pdf, ele vira a página então é só fazer isso também.

Estou tentando ajudar, mas para os que acham que ficará mais bonito fotocopiar as duas páginas, ou estão insatisfeitos com a minha ajuda voluntária, fica a critério de vocês fazer como acreditam ser melhor. Possivelmente eu vire essas páginas que estão de ponta cabeça no final de semana e deixe tudo bem bacana, até lá não vou ter tempo. Para aqueles que quiserem esperar, eu aviso, ok?

Abraços a todos,

Aqui vão os links (é só clicar nas figuras):




O que você tem?

Photobucket

O Que Você Tem?

Todo mundo quer algo, apenas um pouco mais
Nós estamos fazendo a vida e nós estamos vivendo pra que?
Um homem rico ou pobre, um peão ou um rei
Você pode viver na rua, você pode governar o mundo inteiro
Mas você não quer dizer coisa alguma
O que você tem, se você não tem amor
Tudo o que você tem, apenas não é suficiente
Você está andando na estrada, mas indo para lugar nenhum
Você está tentando encontrar seu caminho para casa, mas não há ninguém lá
Quem você abraça no escuro da noite?
Você quer desistir, mas vale a pena a luta
Você tem todas as coisas, que você tem sonhado
Se você não tem alguém, você está com medo de perder
Todo mundo precisa de apenas um, alguém ... para dizer a verdade
Talvez eu sou um sonhador, mas eu ainda acredito
Eu acredito na esperança, eu acredito que a mudança pode nos levar a ajoelhar
Se você não tem amor, você apenas se mantem em dívida
Se você não tem amor, então pra que estamos fazendo isso?
Eu não quero ter que conversar a respeito
Quantas músicas temos que cantar sobre isso?
Por quanto tempo você consegue viver sem amor?
Por que é que alguém em algum lugar tem que duvidar?
Um dia você vai entender...

(Tradução da músia: What Do You Got? - Bon Jovi)

sexta-feira, março 18, 2011

Dica da Semana

Já que hoje é sexta, aqui vai a dica da semana!

Parei de numerar, porque já perdi a conta!

quinta-feira, março 17, 2011

30 ANOS DEPOIS:

Já aconteceu de você, ao olhar pessoas da sua idade, pensar: não posso estar assim tão velho(a)?

Veja o que conta uma amiga: - Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede.

Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe do colegial, uns 30 anos atrás, e eu me perguntava: poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado à época?

Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Esse homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto.

Depois que ele examinou meus dentes, perguntei-lhe se ele estudou no Colégio Sacré Coeur.
- Sim, respondeu-me.
- Quando se formou? perguntei.
- 1965 . Por que esta pergunta?
- É que... bem... você era da minha classe, eu exclamei.
E então esse velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, filho de uma puta, lazarento, me perguntou:
- A senhora era professora de quê?

quarta-feira, março 16, 2011

O que faço...

Ontem assisti um palestra bastante interessante, de certa forma me trouxe qestionamentos, mas desta vez algo aconteceu inesperadamene.

Ao final da palestra discuti o fato de saber o que eu quero e ao mesmo tempo não exercer algo que para mim está claro que tenho vocação para tanto. Ao discutir isso com o meu ilustrísimo companheiro ele comentou uma pequena frase comigo que foi o suficiente para esclarecer para im como posso transformar uma "desvantagem" em "vantgem".

Assim percebo o quão importante é abrirmos nosso pensamento para pessoas que nos querem bom, mais do que isso. O quanto vale, sermos cercados de pessoas inteligêntes, com conteúdo qual podemos crescer a cada passo e a cada idéia.

Não posso dizer que algums planos de futuro mudaram, mas talvez eles tenham acabado de pegar o rumo certo.

segunda-feira, março 14, 2011

Time Is Ticking Out

 

O Tempo Está Se Esgotando

Nós devíamos pensar nas coisas que dizemos
Nós devíamos pensar nos jogos que jogamos
O mundo começou a dar voltas, voltas e mais voltas

Nós devíamos pensar nas consequências
Nós devíamos pensar nas questões mundiais
O tempo desabou, yeah, o tempo desabou

O que dizer sobre Chernobyl?
E sobre a radiação?
Nós não sabemos, nós não sabemos
O que dizer sobre a depravação?
Glutoraria? A nação humana?

Nós não sabemos, nós não sabemos
Para mim amor é tudo, Para mim amor é tudo,
Para mim amor é tudo, Para mim amor é tudo,
O tempo está se esgotando

Parece que destruímos a camada de ozônio
Eu me pergunto se os políticos se preocupam
O tempo desabou, o tempo desabou
O que dizer sobre nossas crianças então?
Não vamos deixar nada pra elas?

Nós não sabemos, nós não sabemos
Para mim amor é tudo, Para mim amor é tudo,
Para mim amor é tudo, Para mim amor é tudo,
La la la la o oxigênio, La la la la o oxigênio,
Para mim amor é tudo, Para mim amor é tudo,
Para mim amor é tudo, Para mim amor é tudo,

O tempo está se esgotando, yeah
o tempo está se esgotando

domingo, março 13, 2011

Animal Instinct



Animal Instinct

Suddenly something has happened to me
As I was having my cup of tea
Suddenly I was feeling depressed
I was utterly and totally stressed
Do you know you made me cry
Do you know you made me die

And the thing that gets to me
Is you'll never really see
And the thing that freaks me out
Is I'll always be in doubt
It is a lovely thing that we have
It is a lovely thing that we
It is a lovely thing, the animal The animal instinct

So take my hands and come with me
We will change reality
So take take my hands and we will pray
They won't take you away
They will never make me cry, no
They will never make me die

And the thing that gets to me
Is you'll never really see
And the thing that freaks me out
Is I'll always be in doubt

The animal, the animal, the animal instinct in me
It's the animal, the animal, the animal instinct in me...

******************TRADUÇÃO************************

Instinto Animal
De repente algo aconteceu comigo
Enquanto eu estava tomando minha xícara de chá
De repente eu estava me sentindo deprimida
Eu estava completamente e totalmente estressada
Você sabia que me fez chorar? Oooh
Você sabia que me fez morrer?

E a coisa que me irrita
é que realmente você nunca compreenderá
E a coisa que me assusta
é que eu sempre estarei em dúvida
É algo amável o que nós temos,
é algo amável o que nós
É algo amável, o animal, o instinto animal

Então pegue minhas mãos e venha comigo
Nós vamos mudar a realidade
Então pegue minhas mãos e nós iremos rezar
Eles não vão te levar embora
Eles nunca me farão chorar, não
Eles nunca me farão morrer

E a coisa que me irrita
é que realmente você nunca compreenderá
E a coisa que me assusta
é que eu sempre estarei em dúvida

O animal, o animal, o instinto animal em mim
É o animal, é o animal, é o instinto animal em mim...

sexta-feira, março 11, 2011

Eros e Psiqué - sobre o reconhecimento da mulher



Para entender melhor a leitura deste artigo, você precisa primeiro conhecer o conto "Eros e Psiqué", pois aqui se propõe um rastreamento simbólico da formação individual da mulher, a partir deste conto, que usa atributos de deuses mitológicos, para criar uma história arquetípica. Recompondo-a, compreendemos o eu feminino individual e socialmente. O conto foi publicado na última postagem do blog.

Há um conflito no processo de individuação do feminino. Este conflito parte das expectativas da sociedade sobre a mulher, dos papéis que lhe são reservados, e de seus anseios individuais.

Ao lermos o mito de Eros e Psiqué, podemos interpretar instâncias relacionadas ao universo social feminino, tais como o casamento e os papéis de filha e de mãe.

O casamento é um rito que marca a transição entre papéis tipicamente femininos: os de filha, de esposa e de mãe. Toda mulher, ao vivenciar o amor com um homem, rompe o cordão umbilical que a liga à sua mãe. Esse rompimento compara-se à morte simbólica da filha e à passagem para as condições de esposa e de mãe, para as quais a menina deve tornar-se mulher.

A evolução narrativa do mito de Psiqué corresponde ao processo de individuação da mulher, que parte da condição de filha para a disputa com Afrodite (mãe de Eros), motivada pela vaidade ou busca de um ideal de beleza, como condição para encontrar seu próprio caminho. Para perceber isto, basta ao leitor fazer correlações entre a simbologia do conto e os processos psíquicos de formação do eu.

Psiqué: personagem feminina cuja beleza provoca os ciúmes de Afrodite. Representa a mulher que, motivada pela competição feminina em benefício da vaidade, parte em busca de seu próprio eu.

Vozes: servem Psiqué no Palácio de Eros, depois deste haver se apaixonado por ela, ao tentar atingi-la com uma flecha, para cumprir as determinações de Afrodite e fazer Psiqué apaixonar-se por um monstro. Como o feitiço volta-se contra o feiticeiro, Eros apaixona-se por Psiqué e arrebata-a ao seu Palácio, onde vozes a atendem em todos os seus desejos. Essas vozes representam à fase ideal do enamoramento por que passam as relações amorosas.


A chegada de Psiqué ao Palácio de Eros: representa a descida ao inconsciente. A auto-análise requer uma fase em que há vozes a serviço do eu, em que a felicidade parece haver sido encontrada definitivamente. Isto corresponderia à fase imediata ao já referido rompimento do cordão umbilical, em que a menina torna-se mulher pela experiência de enamoramento, pela sensação de casamento, sem estar necessária e legitimamente casada, mas apta a assumir os papéis de esposa e mãe.

As duas irmãs invejosas: exercem os papéis de filha e mãe dentro de seus casamentos, em relação a seus maridos, pois um é velho e feio (filha), e o outro é doente (mãe). Somente Psiqué parece não haver estagnado no papel de filha ou pulado para o de mãe, mas vive uma fase ideal importantíssima no processo de individuação da mulher, em que o ideal de felicidade se lhe afigura na presença amorosa de um homem provedor/protetor, para o qual a mulher parece predestinada.

O punhal e a lamparina: Psiqué, induzida pelas irmãs, aproxima-se de Eros com um punhal e uma lamparina, enquanto ele dorme, a fim de desvendar seu mistério e assassiná-lo. Porém, descobre nele um homem lindo e, ferida por uma flecha de sua aljava, apaixona-se por ele também. Mas deixa cair óleo quente da lamparina sobre seu ombro e o desperta. Ele foge, deixando-a sozinha. O punhal é o elemento que corta e separa, representa o corte racional necessário para a individuação da mulher, o distanciamento emocional necessário à compreensão de sua própria condição feminina, independente da figura masculina ou de qualquer outra. A lamparina é a luz da consciência, não dissociada do punhal.


A saída do Palácio: representa a busca independente da mulher por seu próprio eu, através do amor personificado em Eros.

A partir deste momento, na narrativa, a mulher enfrentará obstáculos, mas contará com o auxílio de outras entidades em benefício da auto-superação. Essas entidades são representações de virtudes essenciais no processo de individuação, tais como, o deus Pan (representa o instinto), Hera, Deméter e Afrodite (representam à rivalidade, a indiferença e a própria violência intrínseca ao processo de individuação, pois essas entidades negam ajuda a Psiqué, aumentando-lhe a dor e o sofrimento necessários à maturação individual).

Afrodite lhe impõe quatro tarefas impossíveis que representam situações de auto-superação:

1. Separar uma montanha de sementes por espécie, durante o período de uma noite: tarefa onde Psiqué conta com a ajuda das formigas. A montanha de sementes por espécie simboliza os complexos inconscientes que, individualmente, constituem elaboração e crescimento virtuais. As formigas representam à paciência, a diligência e a sabedoria instintiva para distinguir os complexos amontoados.

2. Trazer flocos da lã de ouro de carneiros ferozes: representam à impulsividade agressiva, irreflexiva e negativa. Esta tarefa leva Psiqué a pensar em suicídio pela segunda vez, mas ela conta com a ajuda de um caniço, que representa a salvação e a sabedoria, a necessidade de esperar para agir, de meditar primeiro para não agir precipitadamente.

3. Apanhar água da fonte dos rios Cócito e Estige, com um vaso de cristal dado por Afrodite: esses rios referidos são infernais e guardados por dois dragões, mas Psiqué conta com a ajuda do próprio Zeus que se transforma numa águia e cumpre a tarefa por ela. A água representa a vida no seu fluir até a morte que, por não poder ser retida ou controlada pela humanidade, deve ser manipulada apenas pela divindade, donde a intervenção de Zeus na narrativa.

4. Buscar a caixa da beleza imortal para entregá-la a Afrodite: essa caixa estava com a rainha Perséfone, no reino dos mortos (Hades). Mas desta vez Psiqué conta com a ajuda da própria torre na qual sobe para suicidar-se diante da dificuldade da tarefa. A torre simboliza uma construção humana como sua própria consciência, a introversão e o isolamento necessários à amplitude da mesma consciência.

Essas quatro tarefas têm em comum o grau de dificuldade desanimador que culmina com o desespero da personagem, sendo, no entanto, compensado pelo auxílio das formigas, do caniço, de Zeus e da torre que representam instâncias reguladoras do processo de maturação feminina.

As tentações de Psiqué:

A torre a aconselha a munir-se de duas moedas para pagar a passagem de ida e volta do Hades a Caronte, e de bolos de cevada e mel para dar a Cérbero, mas a alerta para tentações que têm em comum a motivação do lado bom de Psiqué. O processo de maturação do eu feminino requer, às vezes, uma renúncia à bondade, uma indiferença às necessidades alheias e periféricas diante da necessidade individual da mulher, por isso a torre pede a Psiqué que tenha forças para resistir à tentação de ser piedosa. Essas tentações estão representadas no conto por:

1. Um homem e um asno coxos: Este homem chama-se Ocnus e deixa cair a corda com que puxava o asno. Ele seria a representação da hesitação à medida que, naquelas circunstâncias, não se poderia sair do lugar (a busca da perfeição feminina não pode desobstinar-se diante da imperfeição humana ou animal).

2. Um velho que lhe pediria carona no barco de Caronte: esse velho representa neuroses, que às vezes dominam a consciência. Há pessoas que surgem no caminho da individuação feminina e cuja aparência madura pode indicar benefícios a este processo pessoal, mas deve haver resistência por parte da mulher, pois se tal processo é individual, a ajuda mútua recorrente pode não ser útil. Digo recorrente porque, em outros momentos do conto, Psiqué já fora ajudada por entidades mais experientes, estando inclusive gozando desta ajuda para discernir a tentação do velho. Quando você ajuda alguém, você tende a identificar-se com este alguém e Psiqué não poderia identificar-se com a maturidade do velho, como não o pôde com as limitações físicas do homem e do asno, e como não o poderá com o enredamento dispersivo das tecedeiras.

3. Um grupo de tecedeiras: essas tecedeiras seriam em número de três e estariam associadas às três moiras (Cloto, Láquesis e Átropo), as divindades do destino na Grécia. A lição aqui seria não dar atenção ao destino, não tentar entendê-lo e nem manipulá-lo, mas deixar que as coisas aconteçam. As tecedeiras poderiam representar, entre os fios de tecidos de seu trabalho, caminhos que poderiam dispersar Psiqué de sua tarefa principal àquele momento.

4. O convite de Perséfone para jantar: nada, por mais prazenteiro que seja, deve atrapalhar o alcance de sua meta. Estabelecer relações com as pessoas no seu caminho pode desviá-la de sua meta.

Finalmente, todas essas categorias de tentação são vencidas, cada uma com seu próprio ensinamento. Apesar de serem uma luta contra a própria natureza. Há, porém, uma tentação relativa à curiosidade feminina, que leva Psiqué a abrir a caixa da beleza e cair em sono mortal.

Isto lhe vulnerabiliza e a condiciona à intervenção masculina e divina personificadas respectivamente em Eros, que a ajuda e a desperta para a vida, e Zeus, que a imortaliza no Olimpo, dando origem à outra entidade feminina que recebe o nome de Volúpia.

Psiqué, ao desincumbir-se das tarefas e manter sua beleza, desperta medo em Eros por parecer com Afrodite. Mas, ao vulnerabilizar-se, reacende os cuidados de Eros.

Ser mulher é isto: um entre-lugar onde força, vaidade, autoridade e fragilidade se misturam para provocar o imaginário masculino.

Fonte:
http://www.resenhando.com/resenhas/r17907.htm

quinta-feira, março 10, 2011

Eros e Psyche


Havia um casal de rei e rainha que tinham três filhas, sendo que a mais jovem era a mais bela das mortais e estava sendo adorada no lugar de Afrodite, como deusa do amor e da beleza. Afrodite com ciúmes ordenou a seu filho Eros que fizesse Psiqué se apaixonar pelo homem mais monstruoso. O pai de Psiqué consultou o oráculo de Apolo sobre o destino de sua filha, e a resposta foi que ela deveria ser levada ao alto de um rochedo onde se uniria a um monstro horrível.

Eros, no entanto, ao tentar atingir Psiqué com uma de suas flechas, acabou se ferindo e se apaixonando por ela. Pediu então ao vento Zéfiro que a transportasse para o seu palácio. No palácio de Eros, Psiqué foi servida, nos seus desejos, por vozes. Eros vinha à noite, se unia a Psiqué, sem se deixar ver, e desaparecia antes do amanhecer.

As duas irmãs de Psiqué foram à montanha chorar a ausência desta, que, entristecida, pediu a Eros que as trouxesse ao palácio. As irmãs foram trazidas ao palácio, mas ao verem-na tão rica e feliz sentiram muita inveja e quiseram conhecer o marido de Psiqué. Esta, prevenida por Eros, não respondeu às perguntas e mandou-as de volta.

As duas irmãs eram infelizes com os maridos – um deles era feio e avarento, e o outro era velho e doente. Psiqué, pouco tempo depois, já estava chorando novamente de saudades das irmãs e pedindo a Eros que as deixasse visitá-la de novo. Novamente as irmãs foram levadas pelo vento Zéfiro ao palácio, e desta vez foram mais convincentes e conseguiram fazer Psiqué acreditar que seu marido seria uma serpente gigantesca e monstruosa. Psiqué estava grávida, mas segundo suas irmãs, o marido monstruoso não tardaria a devorá-la.

Psiqué, então, confusa com a conversa das irmãs, acabou lhes confessando não saber quem era seu marido. As irmãs então a fizeram preparar uma lamparina e um punhal. Com a lamparina ela deveria iluminar o rosto de seu esposo e com o punhal cortar-lhe fora a cabeça. À noite, quando Eros já dormia, Psiqué acendeu a lamparina e viu o rosto do marido – um homem belíssimo. Não conseguindo mais pensar em matá-lo, deixou cair o punhal. Ao ver sua aljava, foi tocá-la e se feriu numa das flechas, desta maneira, ficando perdida e eternamente apaixonada por ele. Sem se dar conta, deixou pingar uma gota de óleo quente da lamparina no ombro de Eros, acordando-o e fazendo-o fugir do palácio.

Psiqué, desesperada com a ausência do marido, tenta se matar, jogando-se num rio, mas as águas a devolvem a terra. Pan, que estava por perto, aconselha-a que chame e procure pelo esposo. Enquanto isso, Afrodite fica sabendo que Eros está ferido, e pior ainda, apaixonado por sua rival Psiqué. Curiosa, vai ao encontro do filho. Psiqué, depois de pedir em vão ajuda às deusas Hera e Deméter, e cansada de procurar por Eros, resolve ir ao encontro de Afrodite, para lhe pedir perdão.

Afrodite, no entanto, a recebe muito mal, humilha-a, espanca-a e ainda lhe impõe quatro tarefas: A primeira tarefa seria separar uma montanha de sementes por espécie, durante o período de uma noite. Psiqué sabia ser uma tarefa impossível para ela, mas vê aparecerem várias formigas que a ajudam e as sementes são rapidamente separadas.
Afrodite, furiosa, lhe passa a segunda tarefa: exige que Psiqué lhe traga, sem falta, flocos da lã de ouro dos carneiros ferozes que existiam ali perto.

Psiqué pensa mais uma vez em se jogar no rio, mas um caniço da beira do rio lhe sugere uma solução para o problema – ela não deveria se aproximar dos carneiros com o sol a pino porque eles estariam enfurecidos e poderiam matá-la. Ela deveria aguardar o calor diminuir, os carneiros, indo descansar, deixariam flocos de lã presos nas árvores do bosque. Seria então fácil para Psiqué colher a lã de ouro que precisasse. E assim foi feito.

Afrodite agora mais furiosa, achando que Psiqué só conseguira se desincumbir das tarefas por estar sendo ajudada por Eros, ordenou-lhe que cumprisse mais uma: com um vaso de cristal dado por Afrodite, Psiqué deveria apanhar água da fonte dos rios Cocito e Estige (rios infernais – sua nascente era guardada por dois dragões).

Psiqué novamente pensou em desistir de tudo, mas desta vez foi ajudada pela águia de Zeus, isto é, o próprio Zeus metamorfoseado em águia cumpriu a tarefa por ela.
Veio então a quarta tarefa, e a mais difícil de todas: Psiqué deveria buscar no Hades, o reino dos mortos, com Perséfone, sua rainha, uma caixa que continha a "poção da beleza imortal" para ser entregue a Afrodite.

Psiqué, totalmente desesperançada, subiu a uma torre alta para se jogar lá de cima. A torre, no entanto, aconselhou-a a como se desincumbir satisfatoriamente desta empreitada: deveria levar na boca duas moedas para pagar a passagem de ida e volta ao barqueiro Caronte. Em cada mão levaria um bolo de cevada para dar ao cão Cérbero que guardava a entrada e saída do Hades. Ela sofreria quatro tentações ao longo do caminho: primeiro passaria por um homem coxo, puxando um asno também coxo que carregava lenha. Deveria recusar-se a ajudá-los. Depois, já no barco de Caronte, um velho surgiria da água e lhe pediria "carona" no barco. Psiqué não poderia ajudá-lo. A terceira tentação seria quando passasse por tecedeiras que também lhe pediriam ajuda, e mais uma vez deveria se negar em ajudar.

Por fim, a quarta tentação seria quando encontrasse Perséfone, não deveria aceitar o seu convite para jantar, o mais importante de tudo: logo que conseguisse a caixa, teria que retornar rapidamente sem abri-la. Psiqué seguiu as instruções da torre em quase tudo, mas não resistindo à curiosidade sobre a caixa da beleza, acabou por abri-la e caiu num sono mortal.

Eros então, penalizado, vem agora em socorro de sua esposa. Guarda de novo o conteúdo na caixa e desperta Psiqué novamente para a vida. Zeus eleva Psiqué à imortalidade do Olimpo. Do casamento nasce uma menina chamada Volúpia.

quarta-feira, março 09, 2011

Dia Internacional da Mulher


Sabe...

Quando eu era pequena, na casa de meus pais sempre comemoramos as datas festivas, não comiamos carne vermelha na quaresma, a páscoa tinha um significado especial, e não era apenas pelo chocolate, o natal sempre foi de confraternização, de passar com a família, de quebrar o cofrinho para tentar dar pelo menos uma lembrancinha para cada um. Já no dia das mães, que sempre foi junto próximo a data de aniversário da minha mãe, meu pai sempre fez questão de lembrar, e de dar 2 presentes. Ele sempre deixava a gente escolher o presente de dia das mães (muitas vezes o colégio providenciava essa parte) mas o dia do aniversário dela, ele sempre deu algo para ela nunca esquecer, ele nos cobrava pela manhã se demos feliz aniversário. Assim como no dia da mulher. Esse dia não era um dia de festa, era um dia a mais para meu pai demonstrar o quanto amava a minha mãe, também nos cobrava para fazermos o mesmo. As vezes ele estava viajando e ligava para minha mãe ao meio dia, eu lembro de ver ela rir e corar.

O dia internacional da mulher é um dia para lembrar não só aos homens, mas a nós mulheres de comos somos fortes, resistentes, batalhadores, sentimentais, frágeis. Eu não acredito na frase que diz: atráz de um grande homem existe uma grande mulher. Porque a grande mulher não está atráz, está do lado, estão de mãos dadas, ela sempre estará apoiando ele e fazendo ele ser mais forte e conquistar seus sonhos.

Para quem acredita que a mulher veio da costela do homem eu vos falo: A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada.

quinta-feira, março 03, 2011

O lobo que existe dentro de nós...



Uma noite, um velho índio contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas.

Ele disse: "A batalha é entre dois ‘lobos' que vivem dentro de todos nós".

Um é mau: é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é bom: é alegria, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: "Qual lobo vence?"

O velho índio respondeu: "Vence aquele que você alimenta..."

quarta-feira, março 02, 2011

Sem razão...


As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade