segunda-feira, fevereiro 28, 2011

The Cranberries - Zombie



Zumbi

Outra cabeça se inclina humildemente...
Uma criança é lentamente tomada
E a violência causou tal silêncio
A quem estamos enganando?

Mas veja bem, não é comigo, não é a minha família
Na sua cabeça, na sua cabeça eles estão lutando
Com seus tanques e suas bombas
E seus ossos e suas armas
Na sua cabeça, na sua cabeça, eles estão chorando

Na sua cabeça, na sua cabeça
Zumbi, zumbi, zumbi hey, hey
O que há na sua cabeça? Na sua cabeça...
Zumbi, zumbi, zumbi?
Ei, ei, ei, oh, dou, dou, dou, dou, dou ...

Outra mãe está desmoronando
Seu coração é tomado
Quando a violência causa silêncio...
Nós devemos estar enganados

É o mesmo velho tema desde 1916
Na sua cabeça, na sua cabeça eles ainda estão lutando
Com seus tanques e bombas
E seus ossos e suas armas
Na sua cabeça, na sua cabeça, eles estão morrendo...

Na sua cabeça, na sua cabeça
Zumbi, zumbi, zumbi
Hey, hey. O que tem na sua cabeça
Na sua cabeça
Zumbi, zumbi, zumbi?
Hey, hey, hey, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh, hey, oh, ya, ya-a...


sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Lição das Pulgas

As Duas Pulgas

(by Max Gehringer)

Duas pulgas diretoras estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí
nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero.
É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então decidiram contratar uma mosca para treinar todas as pulgas a
voar e entraram num programa de treinamento de vôo e saíram voando. Passado
algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do
cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada
dele.
Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo
rapidamente.
Elas então contrataram uma abelha para lhes ensinar a técnica do
chega-suga-voa.

Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar
muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos
alimentando direito.

Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela
rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou treinamento para incrementar o tamanho
do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a
aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram
espantadas antes mesmo de pousar.

Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plásticas?
- Não, entramos num longo programa de treinamento. Agora somos pulgas
adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar
mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo treinamento com um morcego, que vai
nos ensinar a técnica do radar de modo a perceber, com antecedência, a vinda
da pata do cachorro. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em um programa de
treinamento, em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas, quiseram saber as pulgonas.
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para
a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse
a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o
cachorro e então ela me disse:

"Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata
dele não alcança".

terça-feira, fevereiro 22, 2011

O que me preocupa

"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons"
 
Martin Luther King.

Angatu



Angatu - do guarani - alma boa, bem estar, felicidade.

O que há além do horizonte?
O que há além do mar?
Porque não posso andar eternamente?
Porque não posso viajar pelo meu pensamento?
Porque estou presa em um tormento sem fim?
Porque me torno sombra de mim?

Se eu mudar serei aceita?
E se eu mudar serei eu?

Onde está a felicidade que busco?
Porque tudo depende de um dinheiro sem valor?
Porque as pessoas preferem ter do que ser?
Poque valoram as coisas se o sorriso não tem valor?
Para que deixarmos de lado a nossa inocência de crianças?
Para que nos tornamos adultos de uma sociedade hipócrita?

Porque temos vergonha de ir atrás de nossos sonhos?
Quem nos impôs que nossos sonhos são impossíveis?
Quem nos disse que não devemos lutar pelo que acreditamos?
Porque não gritar?
Porque não chorar?
Porque não questionar?

Perdi minha alma no vão do destino, inconsiente em mim, visíveis aos olhos do pescador. Na passagem do tempo sobre o oceano de lágrimas caminha a sensação de liberdade. Incansável destino desalento as tentações carnais. Insalúbre gosto do amor, perpenetrado pelas incertezas obscurar de uma alma sem esperança.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Em um dia de Chuva

Reza a lenda que em um dia, de pouca chuvem as 7:30 da manhã o telefone de uma jovem prestativa toca. Ela que já estava arrumada para ir ao escritório, cabelo arrumado, roupa impecável e salto. No outro lado da linha se encontra um amigo que está necessitando de ajuda. Pois seu veículo não funciona. Como ela tem uma noção de Auto-elétrica, não vê problema em auxiliá-lo.

Liga para seu patrão, e avisa que atrasará para o trabalho, pois ajudará um amigo com o carro. Procura então os ítens necessários: caixa de ferramentas e o cabo para fazer "chupeta" no carro. Quando percebe que o segundo item está a faltar, liga então para seu pai, pois o cabo está dentro do carro. Seu pai então percebe que acidentalmente levou a chave de seu carro. Como estava preocupada, decidiu não esperar pelo retorno de seu pai, e pega a bateria extra que tem em casa e leva junto dentro de seu carro. Acredita que tudo dará certo e de forma fácil e rápida, então vai como está.

Chega na casa de seu amigo, e o mesmo não se encontra, então percebe que ele está na casa de sua noiva, que na realidade era a metade do caminho, se tivesse ído primeiramente lá. Ao chegar, já haviam conseguido retirar o carro da garagem empurrando. Ela tenta inutilmente bater partida, percebendo que a bateria já estava fraca, descide colocar a bateria que trouxe.

Após trocar, tentou novamente bater a partida, e novamente foi em vão. Percebendo que o carro, alem de ter um motor adaptado para "flex" sendo carburado, está afogado, a melhor opção que eles tem, e tentar fazer o carro pegar "no tranco".

Então a jovem e sua amiga, noiva de seu amigo, empurram o carro enquanto ele manobra. Tentam por uma quadra inteira fazer o carro pegar. O que não acontece. Para não se distanciarem da casa, empurram novamente o carro rua acima. Tentam incansávelmente fazer o carro funcionar, decidem então descer a rua inteira. E nada acontece. Um rapaz que passa pela rua, tenta ajudá-los empurrando um pouco o carro para cima, para tentar embalar o carro o suficiente para que ele funcione.

Quando percebem, estão no final da rua e sem sucesso nenhum. Ela decide voltar para o carro, pois crente de que tudo daria certo, deixou o carro aberto. Volta correndo rua acima. Chegando lá, quarda tudo dentro de seu veículo, mas não encontra a sua chave. Volta então ao final da descida e pede se alguem havia ficado com sua chave. Logo, sua amiga a entrega e ela volta a subir para pegar o carro. No caminho liga para sua mãe, e pede a mesma se seu pai já passou para deixar a chave do carro. Pois precisa urgentemente do cabo para fazer "chupeta". Ela informa que, ele ainda não havia deixado.

Pede que sua mãe ligue para seu pai. Pega o carro e desce a rua toda ate seus amigos, sinaliza o local e esperam. Liga para seu pai que diz que vai demorar. Seu amigo tenta ligar para seu chefe, mas o celular do mesmo está desligado. Começam a comer bolacha e ouvir música em seu carro enquanto aguardam. Logo começa a chover, e descidem ficar juntos em um carro, começam então a desenhar nos vidros do carro, pois o dia está frio e chuvoso e com isso os vidros embaçaram. Quando já não tinham mais esperança seu celular toca, é seu pai. que pede onde estão.

Ela explica e aguarda. Logo ele liga novamente pois não encontra o local, ela então sai do carro e vai até a avenida principal no meio de uma chuva torrencial, para que possa ser mais facilmente visualizada. Percebe que não tem mais condições de ir para o trabalho no período da manhã, pois já é passado das 10:00 horas e está ensopada. Logo avista deu pai, que a leva até a quadra onde está o carro.

Abre o capô de seu carro, Lembra que o cabo para abrir o capô do carro de seu amigo está estourado, pega o alicate e puxa o cabo com o mesmo. Para não ter problemas, faz seu carro funcionar, mas como o capô de seu carro não cobre o motor inteiro quando aberto, pede que seu amigo use a blusa dela para que impeça a chuva de molhar a bateria e danifique algo. Então tenta fazer o carro funcionar, virando a chave, mas nada acontece. Tenta, varias e varias vezes, mas o carro somente vira o motor de partida, mas não chega a funcionar. provavelmente já estava afogado demais para que isso acontecesse.

Depois de se passado um bom tempo, e ela e seu amigo estarem totalmente molhados, percebem que não terão capacidade de fazer o carro funcionar. Ela se oferece para que elas almocem em sua casa e levará ambos para o trabalho após o almoço.

Então se deparão com outro dilema. O que farão com o carro que está parado no meio da rua? Sabendo que não terão como empurrar por toda aquela subida, descidem rebocá-lo. ela não encontra nem local para manobrar o carro de seu amigo, tão pouco, local para prender na frente do mesmo para rebocá-lo de frente. Sendo assim, como ambos os carros tem local especifico para reboque na parte traseira, prende um carro ao outro com uma corda.

Ela engata a primeira marcha de seu pequeno carro motor 1005, pois sabe que de outra forma ele não aguentará puxar um carro tão pesado como o de seu amigo. Sobe, sobe, sobe, e quando já estão na frente da casa de sua amiga ouve ela perguntando, porque ele está indo para o meio da rua com o carro. Ela então apreensiva avisa que vai diminuir a velocidade, para que ele consiga alinhar o carro, alguns segundos depois, sente que o cabo se rompeu.

Ainda não entende o porque. Sua amiga diz "A corda estourou... a Meu Deus!" e sai do carro. A jovem tira seu carro da rua e coloca melhor posicionado em outro local. Quando desce do carro percebe o que aconteceu. Ele bateu o carro em uma árvore!

Todos ficam sem reação! Ensopados! E agora o carro amassado! O que fazer? O carro não pega! NÀo tem mais corda para reboque! E o carro amassado, com o farol em pedaços! Ela pergunta se ele está bem, ele não sabe a reaçao que seu pai terá! Sua amiga fuma e os tres caem na risada. Afinal, fudeu tudo!

Já que estão na frente de casa, vão até o fim, empurrar o carro para dentro da garagem. As duas começam a empurrar mais o carro não sai do lugar, só então percebem que a lata entortou a ponto de ficar a um pouco mais de um centímetro da roda traseira esquerda e o parachoque, apesar de ter permanecido inteiro, estava enroscando na roda.

Mesmo assim, decidimos que íamos levar até o fim. Empurramos rua acima e na rua paralela de calçamento, o que era extremamente difícil, por se tratar de pedra irregular e ser na subida. Mas naquele momento, nada mais era impossível. Colocamos o carro para dentro. E foram os três para a casa da joem almoçar. Chegaram lá, parecendo tres pintinhos molhados, com friu. Ainda bem que a mãe dela havia acendido o fogão a lenha. O que aqueceu os três e ajudou a secá-los.

Comeram um frango caipira com polenta, a essa altura já estavam vacinados contra qualquer coisa que pudesse vir a acontecer. Seu amigo mal almoçou de tão apreensivo. Logo, assim como nunca tarda uma notícia ruim, o pai de seu amigo ligou, pois queria pegar o carro, ele falou onde estava e seu pai foi pegá-lo.

A história principal acaba por aqui, mas nenhuma história realmente termina. Então podemos dar outros fins a essa história. E isso eu deixo critério do leitor.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Shar Pei - Avise a empregada que este não se passa!!!!


O shar pei é uma raça chinesa muito antiga, seus ancestrais habitavam as províncias do sul da China desde o ano 200 A.C. Provavelmente é originário da cidade de Dah Let, na província de Kwun Tung, onde era utilizado como cão de combate, guardião de templos e caçador de grandes animais. Sua aparência chama atenção, principalmente pela pele enrugada e grossa da qual vem o seu nome que significa "pele de tubarão" ou "pele de areia" devido à sua textura. Esta pele solta era bastante útil quando estes cães ainda eram utilizados em rinhas, pois dificultava para o outro cão conseguir morder o shar pei. Outra característica exótica da aparência do shar pei é a sua língua azul, semelhante a do chow chow, acredita-se que este cão deve ser aparentado com o chow chow, e alguns estudiosos da raça sustentam que o chow chow seja um dos ancestrais do Shar pei, juntamente com outros cães locais.



Durante a revolução cultural da China comunista de Mao Tsé Tung, cães foram proibidos no país e muitos cachorros foram mortos, alguns serviram como alimento, outros foram apenas exterminados. Como resultado desta política o Shar pei se tornou extremamente raro, sendo considerado o cão mais raro do mundo pelo Guiness Book de 1974. Sua aparência enrugada, somada a sua grande raridade fizeram com que alguns shar peis chegassem a ser exibidos em circos juntamente com outros animais. Felizmente, atualmente, suas populações estão reestabelecidas e o shar pei é criado em vários países do mundo como cão de companhia e de guarda.



O shar pei é um grande cão de companhia, calmo e equilibrado, carinhoso com os donos, devotado à sua família e gosta de crianças. Este também é um bom cão de guarda, corajoso, fiel e que late muito pouco. Shar peis são cães de temperamento dominante, que não costumam se dar bem com outros cães, especialmente se forem do mesmo sexo. A raça é considerada inteligente, mas, por seu temperamento independente, não está entre aquelas predispostas a obedecer (51ª colocação no ranking de inteligência canina de Staley Coren) e exigirá paciência e dedicação do seu dono. Outra curiosidade sobre o shar pei é que a fêmea da raça costuma entrar no cio em intervalos de tempo irregulares.



Esta raça é muito tranquila, e vive bem em apartamentos desde que possa passear diariamente. Cães desta raça não necessitam de muito exercício, bastando uma caminhada curta todos os dias. Shar peis são considerados cães muito limpos, mas que precisam de alguns cuidados especiais em relação a sua higiene. Sua pele enrrugada deve ser vigiada ou sujeira e umidade podem se acumular entre as dobras e causar irritações, micoses e mau cheiro. Já seu pêlo curto precisa apenas de escovação semanal. Cães desta raça podem estar sujeitos a incidência de entrópio, um problema de origem genética que pode ser evitado com a escolha consciente do filhote e dos pais da ninhada.



segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Os Irmãos Karamazov - Dostoiévski

"Quando a humanidade, sem exceção, tiver renegado Deus (e creio que essa era virá), então cairá por si só, sem antropofagia, toda a velha concepção de mundo e, principalmente, toda a velha moral, e começara o inteiramente novo. Os homens se juntarão para tomar da vida tudo o que ela pode dar, mas visando unicamente à felicidade e à alegria neste mundo. O homem alcançará sua grandeza imbuindo-se do espírito de uma divina e titânica altivez, e surgirá o homem-deus. Vencendo, a cada hora, com sua vontade e ciência, uma natureza já sem limites, o homem sentirá assim e a cada hora um gozo tão elevado que este lhe substituirá todas as antigas esperanças no gozo celestial. Cada um saberá que é plenamente mortal, não tem ressurreição, e aceitará a morte com altivez e tranquilidade, como um deus. Por altivez compreenderá que não há razão para reclamar de que a vida é um instante, e amará seu irmão já sem esperar qualquer recompensa. O amor satisfará apenas um instante da vida, mas a simples consciência de sua fugacidade reforçará a chama desse amor tanto quanto ela antes se dissipava na esperança de um amor além-túmulo e infinito."

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Aniver Mayane, inauguração apê e muito Rock

Então, aqui está as fotos da

festinha de aniversário + inauguração apê + alles fodazen =




Divirtam-se!!!

terça-feira, fevereiro 08, 2011

o que fazer...


  Não entendo certos fatos, certas palaavras, alguns gestos. As vezes fico perdida, tudo é tão alheio a mim que meu pensamento me transporta para um lugar mágico. Onde não existe dor ou angústia, em que posso ser sempre feliz.
  Tentar ajudar não basta, pois um apoio é insuficiente para segurar um pensamento. Onde estão as formulas mágicas para se descobrir o que o amor precisa? Um telefone sem fiu entre corações, uma troca de idéias ou anotações, facilitando sorrisos e dissipando lágrimas.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Deixe a Raiva Secar



Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá.

No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.

Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.

Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.

Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:

"Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão."

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.

Mas a mãe, com muito carinho ponderou:

"Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou?"

"Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar."

"Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro... Depois fica bem mais fácil resolver tudo."

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha..

Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.

Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

"Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa."

"Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou."

E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Nunca tome qualquer atitude com raiva.

A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.

Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta.

Diante de uma situação difícil. Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar.

domingo, fevereiro 06, 2011

Pai nosso em Latim

Assim quem sabe eu aprendo a benzer as coisas...

Pai Nosso em Latim
Pater noster, Qui es in caelis, sanctificetur nomem tuum. Adveniat regnum tuum.
Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.
Panen nostrum quotidianum da nobis hodie. Et dimitte nobis debita nostra, sicut et
nos dimittimus debitoribus nostri.
Et ne nos inducas in tentationem: sed libera nos a malo. Amen.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Time

Aniversários sempre me lembramdas ironias da vida... mais um ano de conhecimento, mais um ano de alegrias, tristezas, conquistas, derrotas.
Mas um ano que passou, mais um degrau que subi, ESTOU VIVA e, querendo ou não, mais perto do fim.
O tempo passa, e não para.
Fico feliz por ter com quem comemorar.
Adoro saber que as pessoas ficam feliz por eu estar ao lado delas mais um ano!

Isso me Lembra uma canção


Time

Pink Floyd

Composição: Mason, Waters, Wright, Gilmour

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

And you run and you run to catch up with the sun, but it's sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older
Shorter of breath and one day closer to death

Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the English way
The time is gone the song is over, thought I'd something more to say

Home, home again
I like to be here when I can
When I come home cold and tired
It's good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Lágrimas contidas


As vezes eu simplismente sinto que vou chorar. Seguro minha lágrima até o último instante. Não quero que nenhuma gota de meu ser transforde pelo meu olhar. Ela não cai.

Sinto que se eu começar a chorar nunca mais vou parar, ficarei fraca e sem rumo. Choraria por sonhos que deixei para traz, por ideologias que me fizeram esquecer e esqueci, pelo amargo que me fiz e fizeram engolir, pelos "nãos" que ouvi e disse, pela dor que sinto quando estou sozinha, por demorado tanto para encontrar o rumo que me trouxe até aqui, pela distância que estou da minha família, pela saudade dos meus amigos.

Choraria os nós que ficaram na garganta, os "sapos" que engoli, os dramas que assisti, as tristezas que li, as decepções que vivi. Derramaria rios por causa da corrupção, por me sentir impotente diante da impunidade, pelas injustiças que se fizeram reinar, pela fome, pela sede, pelas secas, pelas enchentes. Lágrimas cairiam por ter tido que sofrer para aprender a dar valor, por não ter encontrado meu amor antes, por não ter todos que amo ao meu lado, pelos amigos que tiveram que partir.


Mas também teria alegria na chuva que meus olhos proveriam, seria pela lembrança da minha doce infância, pelas brincadeiras, pela inocência, pela pureza e pela imaginação. Não faltariam lágrimas para os contos de fadas, inclusive os que se tornaram realidade, pelas outras "vidas" que o teatro me peoporcionou. Pelos cavalos que montei, pelos troféus e méritos que ganhei, pelos quadros que pintei ou coisas que inventei.

Sorriria chorando, ao lembrar dos passos dados e os sonhos conquistados, ao saber que hoje tenho com quem dividir minha vida, que eu sei o que é o amor e que sou amada, por ter descoberto minhas forças e meus limites, por saber por quem e porque lutar, por ter me aventurado por coisas que acreditei, por nunca ter desistido de tentar, pelo primeiro beijo, pelos sonhos que me restam. E choraria sem parar pela felicidade que encontrei.

Então não começo a chorar, pois sei que não conseguiria parar.