quarta-feira, novembro 19, 2008

Estudar pra que?

“Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol”
(Jardel, ex-jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito)


“A bola ia indo, indo, indo.. e iu !!!”
(Paulo Nunes, comentando um gol que marcou quando jogava no Palmeiras)


“Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu”
(Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72)


“Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola”
(Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)


“No México que é bom lá, a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias”
(Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)


“Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe”
(Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção, hoje no Porto de Portugal)


“O meu clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão correta deu um passo à frente”
(João Pinto, jogador do Benfica de Portugal)


“Na Bahia é todo mundo muito simpático... é um povo muito hospitalar”
(Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano).


“Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão”
(Vicente Matheus).


Agora compare o seu salário com o deles... E CHORE!!!

segunda-feira, novembro 10, 2008

Barack Obama

Eleições nos EUA

Uma apaixonada por política como eu não poderia deixar de comentar sobre a eleição dos EUA, eu preferi me manter o mais neutra possível, tanto durante as eleições Municipais do Brasil, como as eleições e plebiscitos dos EUA. Mas agora que tudo já passou vamos a luta, e vou colocar aqui algumas opiniões.

Como diz Celso Amorim: os EUA podem até ficar mais humildes com a crise, mas nunca serão franciscanos. Têm tanto poder que a tentação do unilateralismo está na alma, seja republicana, seja democrata. Outra importante opinião dele foi dizer que Não é necessário substituir o FMI, “o que pode ser necessário é dar ao FMI capacidade de supervisão sobre os ricos. Sobre os pobres sempre tiveram”. Acho fundamental isso, pois poucos ricos influenciam diretamente na vida de milhões de pobres e isso não é um jogo, são famílias que estão sendo desestabilizadas.

O maior problema está na própria nação Norte Americana, que acha que nada, nunca, acontecerá com eles, que eles são intocáveis, e problemas só acontecem com os pobres é mais ou menos assim: “O povo americano foi acostumado – mal acostumado – a gastar muito acima do que ganha. Foi essa sedução pelo endividamento que instigou o mercado financeiro a criar uma montanha de papéis envenenados que provocaram a bolha que explodiu com o impacto no mundo inteiro” Antônio Ermírio de Morais, foi muito sábio ao citar isso na sua coluna na Folha de São Paulo desse domingo.

Espero que prestem muita atenção à frase do primeiro discurso do então eleito novo presidente Barack Obama: “Algumas das escolhas que teremos de fazer serão difíceis, e não será rápido nem fácil sairmos do buraco que estamos”.

Como eu ouço falar da tal Rodada* que são os G7 mais Russia, acham que podem decidir pelo mundo inteiro, mas quando explode uma crise eles pedem para todo mundo ajudar. É uma coisa fora de sério, enquanto eles estão por cima da carne seca – como dizemos no meu amado Brasil – fazem pouco caso dos países emergentes – emergentes que nada, pobres mesmo – mas agora que caíram na própria cova que cavaram, puxam todo mundo para baixo e pedem colaboração para conseguirem sair dessa – provavelmente pisando na cabeça dos outros para lhes servirem de escada.

Mas estou otimista pois espero que Obama, pelo menos, se esforce para cumprir algumas promessas de campanha, principalmente a redução de emissão de gases nocivos na atmosfera. Todos temos total consciência do descaso dos EUA com o Tratado de Kyoto, e que ao invés de reduzir suas emissões em 7%, cresceram 14% desde 1990. A idéia inicial dele é de investir US$ 150 bilhões na criação de 5 milhões de empregos na área de energia limpa. E pasmem vocês, a proposta é mais audaciosa ainda – para quem disse que não iria fazer nada, pois prejudicaria seu crescimento e suas industrias –, disse ele que quer colocar cotas para as industrias, quem passar dessa cota em emissões pagará uma multa altíssima e quem ficar abaixo ganha dinheiro vendendo crédito carbono!

Para eles e para o mundo inteiro isso é vantajoso, eles pararão de depender tanto do oriente médio e da Venezuela em se tratando de combustíveis, melhoraram sua tecnologia nesse setor, que cabemos, estamos anos luz na frente deles – tudo bem, admito que em tecnologia de ponta eles que estão na nossa frente, mas o que é a ponta sem uma base? –. E para o mundo, acho que nem precisava falar, mas não me custa nada bater novamente nessa teclinha para ver se todos começam a colocar as coisas em prática, seja pela consciência, ou pela repetição, mas esta na hora – na realidade já passou da hora – de fazermos algo para diminuir, o aquecimento global, para não morrermos torrados, afogados, ou congelados (Um Dia Depois de Amanhã), o que vier primeiro.

* Rodada Doha – negociações para liberalizar o comercio mundial, congeladas.