terça-feira, dezembro 06, 2011

Indo direto para casa

Poxa... podem me xingar, o Blog está quase abandonado...
Sabe como é...final de semestre na faculdade, final de ano, você sem querer deixar pendências para o ano seguinte, acontece isso: abandono total de vidas alternativas.

Mas bem. Hoje vou contar um fato que ocorreu comigo ontem.

Normalmente quando é 18h00 eu vou para a faculdade e depois para casa. Mas para meu provisório alívio as aulas acabaram, com isso vou diretamente para casa. Ontem foi minha primeira aventura dessa nova experiência (tendo em vista que comecei no meu novo trabalho a uns 6 meses).

Pois bem, fui até o ponto, e não demorou muito para que ônibus chegar, e para a surpresa de todos ele estava lotado. Mas nada que um empurrãozinho aqui, uma apertadinha ali, uma licencinha acolá não resolva. Após eu me sentir parte integrante do ônibus. Porque, sinceramente, acho que eu fiz uma fusão com aquela massa de pessoas.

Sabe aquela teoria de que "dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo", pois é, eu acho que Isaac Newton nunca andou de lotação as 18h00.


Mas, até aí tudo bem. Nós somos brasileiros e sempre damos um jeitinho. Pensei comigo: Bem, na metade do caminho tem o terminal e lá fica a metade, daí eu vou poder pelo menos voltar a respirar". Após uns 30 minutos chegamos ao terminal, detalhe, se eu fizesse esse trajeto a pé, eu chegaria em uns 20 minutos. Mas para a minha surpresa, realmente desceu metade dos ocupantes do ônibus, o problema é que subiu o dobro de pessoas!

Os cinco pontos subsequentes, toda vez que alguém queria sair do ônibus, várias pessoas desciam do degrau para sair da porta e subiam novamente. Então consegui respirar cinco vezes. Eu desço normalmente no sétimo ponto após o terminal, pois se eu descer no ponto anterior tenho que subir o morro, então opto por ir mais um, afinal, descer todo santo ajuda.

Quando chegou próximo ao sexto ponto eu fiquei até mais feliz: "Logo vou deixar de ser uma sardinha, vou respirar novamente, poder caminhar..."
Então o ônibus fez uma curva para a direita e a mulher que estava do meu lado, que até então estava com as duas mãos na barra a sua frente, para se segurar esticou um dos braços e segurou na barra acima da sua cabeça.

Foi instantâneo, meu rosto rapidamente se virou para o outro lado, meu estomago foi o primeiro a reagir... ele quis colocar tudo para fora. O cheiro que se alastrou foi tão forte que apertei o botão para sair daquele lugar. Não me interessava a que distancia eu estava de casa, eu teria que sair correndo...


Cheguei a conclusão que algumas pessoas não sabem da existência do desodorante, ou pelo menos qual a utilidade dele. Não pode, aquela criatura devia estar a três dias sem tomar banho, e aproveitou para correr uma maratona! Não tem sentido!

Avisei meu chefe que sairei alguns minutinhos antes, mais uma dessa e eu morro por causa dos gases tóxicos!

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