quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Em um dia de Chuva

Reza a lenda que em um dia, de pouca chuvem as 7:30 da manhã o telefone de uma jovem prestativa toca. Ela que já estava arrumada para ir ao escritório, cabelo arrumado, roupa impecável e salto. No outro lado da linha se encontra um amigo que está necessitando de ajuda. Pois seu veículo não funciona. Como ela tem uma noção de Auto-elétrica, não vê problema em auxiliá-lo.

Liga para seu patrão, e avisa que atrasará para o trabalho, pois ajudará um amigo com o carro. Procura então os ítens necessários: caixa de ferramentas e o cabo para fazer "chupeta" no carro. Quando percebe que o segundo item está a faltar, liga então para seu pai, pois o cabo está dentro do carro. Seu pai então percebe que acidentalmente levou a chave de seu carro. Como estava preocupada, decidiu não esperar pelo retorno de seu pai, e pega a bateria extra que tem em casa e leva junto dentro de seu carro. Acredita que tudo dará certo e de forma fácil e rápida, então vai como está.

Chega na casa de seu amigo, e o mesmo não se encontra, então percebe que ele está na casa de sua noiva, que na realidade era a metade do caminho, se tivesse ído primeiramente lá. Ao chegar, já haviam conseguido retirar o carro da garagem empurrando. Ela tenta inutilmente bater partida, percebendo que a bateria já estava fraca, descide colocar a bateria que trouxe.

Após trocar, tentou novamente bater a partida, e novamente foi em vão. Percebendo que o carro, alem de ter um motor adaptado para "flex" sendo carburado, está afogado, a melhor opção que eles tem, e tentar fazer o carro pegar "no tranco".

Então a jovem e sua amiga, noiva de seu amigo, empurram o carro enquanto ele manobra. Tentam por uma quadra inteira fazer o carro pegar. O que não acontece. Para não se distanciarem da casa, empurram novamente o carro rua acima. Tentam incansávelmente fazer o carro funcionar, decidem então descer a rua inteira. E nada acontece. Um rapaz que passa pela rua, tenta ajudá-los empurrando um pouco o carro para cima, para tentar embalar o carro o suficiente para que ele funcione.

Quando percebem, estão no final da rua e sem sucesso nenhum. Ela decide voltar para o carro, pois crente de que tudo daria certo, deixou o carro aberto. Volta correndo rua acima. Chegando lá, quarda tudo dentro de seu veículo, mas não encontra a sua chave. Volta então ao final da descida e pede se alguem havia ficado com sua chave. Logo, sua amiga a entrega e ela volta a subir para pegar o carro. No caminho liga para sua mãe, e pede a mesma se seu pai já passou para deixar a chave do carro. Pois precisa urgentemente do cabo para fazer "chupeta". Ela informa que, ele ainda não havia deixado.

Pede que sua mãe ligue para seu pai. Pega o carro e desce a rua toda ate seus amigos, sinaliza o local e esperam. Liga para seu pai que diz que vai demorar. Seu amigo tenta ligar para seu chefe, mas o celular do mesmo está desligado. Começam a comer bolacha e ouvir música em seu carro enquanto aguardam. Logo começa a chover, e descidem ficar juntos em um carro, começam então a desenhar nos vidros do carro, pois o dia está frio e chuvoso e com isso os vidros embaçaram. Quando já não tinham mais esperança seu celular toca, é seu pai. que pede onde estão.

Ela explica e aguarda. Logo ele liga novamente pois não encontra o local, ela então sai do carro e vai até a avenida principal no meio de uma chuva torrencial, para que possa ser mais facilmente visualizada. Percebe que não tem mais condições de ir para o trabalho no período da manhã, pois já é passado das 10:00 horas e está ensopada. Logo avista deu pai, que a leva até a quadra onde está o carro.

Abre o capô de seu carro, Lembra que o cabo para abrir o capô do carro de seu amigo está estourado, pega o alicate e puxa o cabo com o mesmo. Para não ter problemas, faz seu carro funcionar, mas como o capô de seu carro não cobre o motor inteiro quando aberto, pede que seu amigo use a blusa dela para que impeça a chuva de molhar a bateria e danifique algo. Então tenta fazer o carro funcionar, virando a chave, mas nada acontece. Tenta, varias e varias vezes, mas o carro somente vira o motor de partida, mas não chega a funcionar. provavelmente já estava afogado demais para que isso acontecesse.

Depois de se passado um bom tempo, e ela e seu amigo estarem totalmente molhados, percebem que não terão capacidade de fazer o carro funcionar. Ela se oferece para que elas almocem em sua casa e levará ambos para o trabalho após o almoço.

Então se deparão com outro dilema. O que farão com o carro que está parado no meio da rua? Sabendo que não terão como empurrar por toda aquela subida, descidem rebocá-lo. ela não encontra nem local para manobrar o carro de seu amigo, tão pouco, local para prender na frente do mesmo para rebocá-lo de frente. Sendo assim, como ambos os carros tem local especifico para reboque na parte traseira, prende um carro ao outro com uma corda.

Ela engata a primeira marcha de seu pequeno carro motor 1005, pois sabe que de outra forma ele não aguentará puxar um carro tão pesado como o de seu amigo. Sobe, sobe, sobe, e quando já estão na frente da casa de sua amiga ouve ela perguntando, porque ele está indo para o meio da rua com o carro. Ela então apreensiva avisa que vai diminuir a velocidade, para que ele consiga alinhar o carro, alguns segundos depois, sente que o cabo se rompeu.

Ainda não entende o porque. Sua amiga diz "A corda estourou... a Meu Deus!" e sai do carro. A jovem tira seu carro da rua e coloca melhor posicionado em outro local. Quando desce do carro percebe o que aconteceu. Ele bateu o carro em uma árvore!

Todos ficam sem reação! Ensopados! E agora o carro amassado! O que fazer? O carro não pega! NÀo tem mais corda para reboque! E o carro amassado, com o farol em pedaços! Ela pergunta se ele está bem, ele não sabe a reaçao que seu pai terá! Sua amiga fuma e os tres caem na risada. Afinal, fudeu tudo!

Já que estão na frente de casa, vão até o fim, empurrar o carro para dentro da garagem. As duas começam a empurrar mais o carro não sai do lugar, só então percebem que a lata entortou a ponto de ficar a um pouco mais de um centímetro da roda traseira esquerda e o parachoque, apesar de ter permanecido inteiro, estava enroscando na roda.

Mesmo assim, decidimos que íamos levar até o fim. Empurramos rua acima e na rua paralela de calçamento, o que era extremamente difícil, por se tratar de pedra irregular e ser na subida. Mas naquele momento, nada mais era impossível. Colocamos o carro para dentro. E foram os três para a casa da joem almoçar. Chegaram lá, parecendo tres pintinhos molhados, com friu. Ainda bem que a mãe dela havia acendido o fogão a lenha. O que aqueceu os três e ajudou a secá-los.

Comeram um frango caipira com polenta, a essa altura já estavam vacinados contra qualquer coisa que pudesse vir a acontecer. Seu amigo mal almoçou de tão apreensivo. Logo, assim como nunca tarda uma notícia ruim, o pai de seu amigo ligou, pois queria pegar o carro, ele falou onde estava e seu pai foi pegá-lo.

A história principal acaba por aqui, mas nenhuma história realmente termina. Então podemos dar outros fins a essa história. E isso eu deixo critério do leitor.

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