quarta-feira, outubro 14, 2009

Duas Faces

Fragmentos da legislação de antigo povo conquistador, reunidos por ordem de um princípe que reinou, em Constantinopla, há doze séculos, juntados depois aos costumes dos lombardos e amortalhados em volumoso calhamaço de comentários pouco inteligíveis, são o antigo acervo de opniões que uma grande parte da Europa prestigiou com o nome de LEIS; e, mesmo hoje, o preconceito da rotina, tão funesto quanto generalizado, faz que uma opinião de Carpozow (1), uma velha prática indicada por Claro (2), um suplício imaginado com bárbara complacência por Francisco (3), sejam as regras que friamente seguem esses homens, que deveriam tremer quando decidem da vida e fortuna dos seus concidadãos.

É esse código sem forma, que não passa de produção monstruosa dos séculos mais bárbaros, que eu desejo examinar nesta obra. Limitar-me-ei, porém, ao sistema criminal, cujos abusos ousarei assinalar aos que estão encarregados de proteger a felicidade pública, sem preocupação de dar ao meu estilo o encanto que seduz a impaciência dos leitores vulgares.

Cesare Baccaria

(1) Jurisconsulto alemão, do começo do século XVII.
(2) Jurisconsulto piemontês, falecido em 1575.
(3) Jurisconsulto italiano, famoso por sua crueldade, falecido em Roma em 1618. Deixou uma obra em treze volumes.


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Te odeio! Você quer saber porque?
Te odeio porque você me trata bem.
Te odeio porque me sinto bem ao seu lado.
Te odeio porque sinto sua falta.
Te odeio porque sonho com você.
Te odeio porque é como se você estivesse do meu lado o tempo todo.
Te odeio porque não consigo mais pensar em um futuro sem você.
Te odeio porque você é viciante.
Te odeio porque seu beijo é doce.
Te odeio porque mesmo não querendo me faz apaixonar.
Te odeio porque você cuida de mim.
Te odeio porque você se preocupa comigo.
Te odeio porque me sinto segura ao seu lado.
Te odeio porque não preciso de mais nada além dos seus abraços.
Te odeio porque você sonha.
Te odeio porque você adora fazer doce.
Te odeio porque se esforça para ser uma pessoa melhor.
Te odeio porque tenta fazer eu ter cuidado, mesmo sabendo que terminarei com um roxo ou um corte no final do dia.
Te odeio porque nota todas as minhas aflições.
Te odeio porque te olhar me acalma.
Te odeio porque me toca com carinho.
Te odeio porque amor e ódio são duas faces da mesma moeda.

Não consigo mais, bem que eu queria... Não entende que não consigo mais fingir, me conter, bloquear... já era... tudo se foi, o muro caiu, os sonhos estão mais longe do que posso enxergar. O que eu faço?

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