segunda-feira, outubro 05, 2009

Céu de domingo




Enquanto eu corria de volta para casa no domingo, eu olhei para o céu. Quantas nuvens, pensei que elas quisessem deixar o céu menos azul. Elas pareciam tão leves, tão doces. Um sorriso se formou levemente, e involuntariamente. Crianças empinavam pipa no gramadão, dando um colorido a mais para os inúmeros desenhos que se formavam no céu. E quando o vento tocou em meu corpo, fiquei leve, como uma pluma. Senti que podia voar novamente, que podia ir aonde eu quisesse.

Percebi que as palavras não dizem tudo que eu sinto, e dizem coisas que eu não queria sentir. Queria voltar correndo do lugar onde eu tinha acabado de sair. Lá eu me senti segura, lá eu me senti protegida, mas eu já havia feito tudo errado, achando que tudo era certo. Disse tudo de plena consciência, mas não era nada do que eu queria dizer. Agi de maneira horrível, querendo apenas tratar bem.

Talvez nada justifique, talvez tenha feito uma ferida grande demais para beijos curarem. Será que era realmente isso que eu queria? E porque me sinto tão culpada? Eu realmente prevejo o futuro? Eu realmente quero desistir? Eu realmente quero meu sonho, ou é apenas algo imposto a mim? O que vale mais? Qual lado da moeda é o certo? Ainda tem como remediar tudo que eu fiz?

Agora você percebe que não sou demais para ninguém. Agora você percebe que não sou ninguém, sou apenas uma chuva forte, vem, molha tudo, trás vida e vai embora, deixando sonhos e esperanças para trás. Me pergunto se depois de saber tudo isso você ainda quer casar comigo, ou vai esperar apenas a chuva passar.

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